Quatro coisas que aprendemos com o Manchester United frustrado pelo Bournemouth
O Manchester United desperdiçou duas vantagens contra o Bournemouth e empatou por 2 a 2 no sul da Inglaterra.
O Bournemouth está se tornando uma verdadeira pedra no sapato dos Red Devils. A equipe abriu o placar com um pênalti de Bruno Fernandes e voltou a ficar em vantagem após gol contra de James Hill, mas cedeu o empate com um pênalti nos minutos finais e desperdiçou a chance de ampliar a distância para o Aston Villa na Premier League.
Aqui estão quatro lições que tiramos da partida:
O United é incapaz de ter vida fácil contra o Bournemouth — vide o 4 a 4 em Old Trafford no início da temporada — e, mais uma vez, deixou escapar a vantagem diante da equipe de Andoni Iraola.
Não foi apenas o desafio desajeitado de Harry Maguire e o consequente cartão vermelho que anularam todo o bom trabalho de Senne Lammens no gol, mas também a incapacidade de aproveitar um forte início de jogo.
Depois de abrir o placar em cobrança de pênalti, o United deveria ter encaminhado uma vitória por três pontos relativamente tranquilos, mas as chances desperdiçadas e a falta de concentração devolveram o jogo aos donos da casa, que aproveitaram a oportunidade. A autossabotagem do United começou antes mesmo do primeiro gol, mas a equipe ao menos pode se dar por satisfeita com um ponto diante de um adversário forte.
O United pode ter ganhado vida sob o comando do técnico interino nos primeiros jogos, mas a recaída em uma lentidão já bem conhecida culminou na derrota para o Newcastle no início do mês. Nesta noite, no outro extremo do país, a equipe de Carrick começou em ritmo forte, jogando com objetivo e direção para causar sérios problemas ao Bournemouth.
Matheus Cunha, Amad e Fernandes obrigaram Djordje Petrovic a fazer grandes defesas antes do intervalo — a única coisa que faltou a um primeiro tempo impressionante foi o gol.
A intensidade caiu quando os donos da casa reagiram, mas o United controlou bem a situação e mostrou muito mais segurança em um período que recentemente tem tido dificuldade para dominar. Já no segundo tempo, o jogo ficou desorganizado e por pouco não se transformou em um problema sério para os Red Devils.
Foi uma noite de contrastes para o ataque do United: pela esquerda, funcionou bem; pelo centro, pouco produziu. Cunha esteve muito ligado no jogo e foi uma ameaça quase constante atuando à frente de Luke Shaw, enquanto seu entrosamento com Fernandes chamou a atenção — não surpreende que tenha sido ele a sofrer a falta que resultou no pênalti.
No ataque, a história foi outra: Bryan Mbeumo voltou a ser preferido a Benjamin Sesko. O camaronês deixou de ser decisivo e passou a representar um problema nos últimos meses e, na prática, não deveria ter começado como titular, com o esloveno mantendo a boa fase ao sair do banco na semana passada.
Em vez disso, Mbeumo emulou o desastrado atacante emprestado do United, Rasmus Hojlund, com muitos passes errados, toques desajeitados e ainda desperdiçou uma boa chance no início do segundo tempo.
Muito se falou sobre o impacto de Lammens desde sua chegada tardia da liga belga no verão passado, e ele voltou a mostrar que faz jus às expectativas.
O jovem goleiro não teve culpa em nenhum dos dois gols e foi dominante na área, encaixando cruzamentos e segurando finalizações difíceis que poderiam ter sido espalmadas. Em uma noite decidida nos detalhes, isso fez toda a diferença, e a confiança serena transmitida do gol do United vem impactando claramente o estado de espírito da linha defensiva.
Pode parecer um ponto estranho diante do resultado final, mas foi mais uma demonstração de que o United enfim tem em Lammens um goleiro confiável, capaz de fazer bem o básico — não foi culpa dele se os companheiros não conseguiram fazer o mesmo.
Imagem em destaque: Warren Little via Getty Images
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