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Benjamin Sesko marca novamente e o Manchester United garante vitória de virada sobre o Crystal Palace

Benjamin Sesko decide de novo, Manchester United reage para vencer o Crystal Palace com 10 jogadores por 2-1 e reforça a luta pelo regresso à Liga dos Campeões.

Sesko, titular pela primeira vez sob o comando de Michael Carrick depois de se destacar como super-sub, colocou o United em vantagem com um cabeceio fulminante aos 65 minutos. Foi o sexto golo em sete jogos, o segundo golo decisivo da semana, depois de ter marcado na vitória por 1-0 de segunda-feira frente ao Everton.

O gol saiu apenas oito minutos depois de Bruno Fernandes empatar de pênalti, com Maxence Lacroix expulso após uma longa checagem do VAR por segurar Matheus Cunha.

Lacroix passou de herói a vilão depois de ter dado ao Palace a vantagem logo aos quatro minutos.

Alguns encararam a partida como uma espécie de entrevista de emprego para Oliver Glasner, ainda entre os favoritos das casas de apostas para assumir o cargo no United no verão. Ele acertou em muitos aspetos: o Palace foi superior no primeiro tempo, antes de a expulsão de Lacroix inclinar o jogo a favor do United.

Carrick reforçou ainda mais o seu argumento: sexta vitória em sete jogos no comando, levando o United ao terceiro lugar após a surpreendente derrota do Aston Villa para o Wolves na sexta-feira à noite.

O Palace continua preso na metade inferior da tabela, mas silenciou Old Trafford ao abrir o placar cedo. Lacroix se desvencilhou com facilidade de Lenny Yoro e cabeceou o escanteio de Brennan Johnson de volta para a pequena área, com a bola batendo na trave e entrando.

Foi o gol mais cedo sofrido pelo United nesta temporada e a primeira vez que esteve em desvantagem em casa na liga desde o empate por 4 a 4 com o Bournemouth, em 15 de dezembro, mas isso pouco mudou o cenário, com o Palace seguindo como o time mais perigoso.

O United sofreu mais um golpe aos 22 minutos, quando Luke Shaw, titular em todas as partidas da Premier League nesta temporada, foi forçado a sair, dando lugar a Noussair Mazraoui.

Sesko teve dificuldades para causar impacto, mas teve sua primeira chance aos 38 minutos, quando Dean Henderson defendeu com tranquilidade uma cabeçada.

Sesko teve outra chance no início do segundo tempo, mas Jaydee Canvot fez um bloqueio crucial.

O jogo mudou quando Cunha se desvencilhou de Lacroix, que o puxou ao chão em desespero. Chris Kavanagh hesitou antes de marcar o pênalti, já que o contato começou fora da área, mas prosseguiu dentro dela.

Quando o VAR Tony Harrington chamou o árbitro ao monitor, foi para confirmar que Lacroix deveria ser expulso, antes de Fernandes deslocar Henderson na cobrança do pênalti.

Glasner respondeu com uma dupla alteração, lançando Evann Guessand e Chadi Riad nos lugares de Brennan Johnson e Jorgen Strand Larsen, mas o jogo seguiu em sentido único, com o United a sentir que podia matar a partida.

Oito minutos depois de empatar, a equipe virou o jogo, novamente com Sesko. Fernandes cruzou em profundidade pela direita, e Sesko se antecipou a Canvot para cabecear no canto inferior.

Com um homem a mais, o United continuou a pressionar a baliza de Henderson, que fez grandes defesas para travar um voleio de Casemiro à queima-roupa e um remate potente do suplente Amad Diallo, apesar de a equipa de Carrick ter caminhado para mais uma vitória tranquila.

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