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Everton x United: como Carrick pode quebrar o bloco médio de Moyes

O Manchester United viaja ao Hill Dickinson Stadium na noite de segunda-feira. Michael Carrick enfrentará David Moyes em um duelo que promete ser uma interessante batalha tática.

Esta será a primeira visita competitiva do United à nova casa do Everton. A derrota por 1–0 em casa para um Everton com 10 jogadores, no confronto inverso, ainda está fresca na memória, e a equipa entra em campo em busca de vingança.

Os Red Devils somam 45 pontos após 26 partidas. Trata-se, portanto, de mais uma oportunidade para reforçar as esperanças de terminar entre os quatro primeiros na luta por uma vaga na Liga dos Campeões.

O Everton soma 37 pontos após 26 jogos, mas continuará na luta por uma vaga nas competições europeias até ao fim da temporada.

O clube de Old Trafford não entra em campo há quase duas semanas. Já o time de Merseyside atuou pela última vez em uma derrota por 2 a 1 em casa para o Bournemouth.

O início de trabalho de Carrick trouxe estabilidade após o caos sob Ruben Amorim. O United está invicto há cinco partidas com o técnico interino, mas busca voltar a vencer depois do empate com o West Ham United.

Patrick Dorgu segue fora devido a uma lesão na coxa. Mason Mount, por outro lado, está perto de regressar, enquanto Matthijs de Ligt continua o processo de recuperação total de um problema nas costas.

A ausência de Dorgu voltará a ser muito sentida, já que a sua velocidade e potência ajudam a alargar o jogo pelos flancos, além da sua capacidade de recuperação nas transições.

Carrick, portanto, precisa decidir entre Matheus Cunha e Bryan Mbeumo pelo lado esquerdo, sendo que o primeiro costuma buscar zonas centrais, enquanto o segundo oferece uma ameaça mais direta.

Por outro lado, Jake O’Brien está suspenso após o cartão vermelho contra os Cherries. Além disso, Jack Grealish está fora pelo resto da temporada depois de passar por cirurgia devido a uma fratura no pé.

A indisponibilidade de O’Brien reduz a força no jogo aéreo e, sem o imprevisível Grealish, o Everton também perde um fator X no terço final.

Inicialmente, o Everton deve se posicionar em um bloco médio compacto, comandado por James Tarkowski. Com a estrutura bem definida, a equipe passa a sobrecarregar as zonas centrais com a força de Idrissa Gana Gueye.

Depois, eles castigam no contra-ataque com a habilidade de Illiman Ndiaye e a intensidade de Kiernan Dewsbury-Hall. A jogada termina com Thierno Barry aparecendo na pequena área para empurrar para o gol.

O United, portanto, precisa ser paciente e estruturado na saída de bola. Isso começa com Lisandro Martínez constantemente analisando as linhas de passe disponíveis, avaliando quando manter ou acelerar a posse na fase inicial.

Com Casemiro protegendo a linha defensiva e Kobbie Mainoo explorando os espaços livres, Bruno Fernandes pode surgir como o homem livre assim que o United supera a pressão. Luke Shaw ou Diogo Dalot podem então atacar por dentro, ocupando os meio-espaços. Esse padrão cria superioridade numérica para o passe final e representa a melhor chance do United de garantir a vitória.

A grande questão é saber se Amad, Cunha ou Mbeumo dará lugar ao inspirado Benjamin Šeško, depois de o esloveno ter salvado o Manchester United com um golo de empate nos instantes finais no London Stadium.

Imagem de destaque em composição via Getty Images, créditos: Alex Burstow, James Fearn, Jess Hornby

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