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Xavi Simons, figura divisiva, ainda pode ser uma pechincha de £50 milhões para o Spurs?

Xavi Simons tem sido alvo de críticas desde a transferência do RB Leipzig para o Tottenham no verão. Muitos acreditam que o holandês ainda não justificou os £50 milhões pagos por ele, e ele tem assumido boa parte da culpa com os Spurs na luta contra o rebaixamento.

A crise de lesões do Tottenham é bem conhecida, e o clube merece alguma compreensão pela força ofensiva que perdeu — algo que explica em grande parte sua situação atual.

James Maddison e Dejan Kulusevski, principais articuladores do Spurs na última temporada, ainda não disputaram uma partida oficial em 2025/26. Sem a influência da dupla, o Tottenham carece de jogadores capazes de desmontar defesas; Xavi Simons tornou-se a alternativa mais próxima aos companheiros lesionados.

Desde a curta passagem de Igor Tudor, Simons tem tido dificuldades para se firmar entre os titulares. Na derrota mais recente do Tottenham para o Nottingham Forest, ele só entrou quando os Spurs já perdiam por 2 a 0. Mas, diante de defesas fechadas como a do Forest, Simons mostrou que pode oferecer a faísca que muitas vezes falta ao time de Tudor.

Simons soma quatro assistências na Premier League. Embora não seja um número espetacular, ninguém no Tottenham o supera. Ele também lidera em grandes chances criadas e só fica atrás de Pedro Porro no total de oportunidades criadas. Com três gols na Liga dos Campeões, é o segundo maior artilheiro da equipe. O nível de exigência é baixo, mas ao menos ele consegue superá-lo.

As principais dúvidas giram em torno de sua falta de imposição física, mas várias lendas da Premier League passaram por questionamentos semelhantes em suas primeiras temporadas. Eden Hazard, Luka Modric, Robert Pires, David Silva e Dennis Bergkamp também sofreram, em diferentes níveis, com a maior intensidade física. As melhores atuações de Simons pelo Spurs vieram na Europa, com destaque para sua exibição contra o Atlético de Madrid. Exemplos anteriores indicam que, com o tempo, esse desempenho também deve aparecer no cenário doméstico.

Aos 22 anos, Simons ainda está longe do auge. O Tottenham já apostou em jovens promessas no passado e colheu resultados. Dele Alli e Gareth Bale são apenas dois dos muitos exemplos que o clube terá como referência ao avaliar a evolução de Simons. Enquanto isso, companheiros talentosos como Archie Gray e Lucas Bergvall ajudarão os Spurs a crescer como equipe.

Simons é visto como um jogador de luxo em uma equipe que hoje não consegue sustentá-lo. Sem as lesões e a instabilidade no comando, ele terá uma base muito mais sólida para render na próxima temporada — caso ainda esteja no Tottenham, já que deseja voltar ao Barcelona.

Na atual situação do Tottenham, a contribuição dele será cada vez mais valiosa à medida que a temporada se aproxima do fim. Os Spurs não são rebaixados desde 1977 e, se Simons for o principal articulador da equipe, grande parte da responsabilidade por garantir a permanência recairá sobre ele. O rebaixamento teria consequências financeiras inegáveis para o clube.

O retorno do investimento do Tottenham não foi imediato, mas, se Simons puder ajudar a salvar o clube, £50 milhões serão uma pechincha.

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