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Gol de Valverde no apito final recoloca o Real Madrid na briga pelo título contra o Celta Vigo

A pressão era grande para o Real Madrid evitar uma terceira derrota consecutiva na La Liga pela primeira vez desde 2008, ciente de que qualquer resultado que não fosse a vitória deixaria o Barcelona no controlo da corrida pelo título. Não seria exagero dizer que a deslocação a Balaídos era particularmente complicada, diante de um Celta Vigo em boa forma, que já tinha vencido com conforto no Bernabéu.

Num início frenético que refletiu o ambiente, Borja Iglesias obrigou a uma grande defesa logo aos quatro minutos. Pouco depois, ainda nos primeiros 10 minutos, Vinícius Júnior apareceu nas costas da defesa adversária, mas teve o azar de ver a bola percorrer a linha após bater no interior do poste. Sentindo o momento, o Real Madrid aumentou o ritmo e, depois de Aurélien Tchouaméni forçar uma boa defesa de Ionuț Radu à sua esquerda, na sequência do escanteio o médio francês voltou a vencê-lo — novamente pelo lado esquerdo, desta vez com a bola a entrar após tocar no poste, num remate da entrada da área.

Após o gol de abertura, o jogo entrou em um ritmo mais cadenciado, mas isso pareceu mais uma escolha do Celta do que do Real Madrid. Encontrando espaços no meio-campo, a equipe conseguiu acionar o trio ofensivo em profundidade, e Borja Iglesias parou em Thibaut Courtois aos 20 minutos. Dez minutos depois, foi Williot Swedberg quem passou por Trent Alexander-Arnold. Com espaço para trabalhar, ele encontrou Iglesias chegando para finalizar na marca do pênalti, batendo por baixo de Courtois.

Com o jogo empatado, o Celta passou a mostrar mais confiança do que o adversário, enquanto o Real Madrid perdia o controlo da partida. O momento culminante veio nos acréscimos do primeiro tempo, quando Ferran Jutglà encontrou Swedberg pela direita, mas a finalização sem marcação foi defendida de forma brilhante por Courtois.

A segunda etapa começou de forma mais cautelosa, com as duas equipas determinadas a não correr riscos desnecessários. O Celta encadeava jogadas mais trabalhadas, mas nenhuma das equipas conseguia criar ocasiões claras de golo. Com o passar da hora de jogo, porém, o Real Madrid foi apertando gradualmente o Celta no seu próprio meio-campo. O que lhe faltou em oportunidades claras, compensou no controlo territorial, mantendo a pressão sobre um adversário que até então encontrava espaço e tempo com relativa facilidade.

Se o Celta tinha poucos motivos para acreditar que seria a equipa a desfazer o empate, Claudio Giráldez lançou Iago Aspas a dez minutos do fim, confiante na sua qualidade extra para aproveitar o momento. A três minutos do final, o Celta conseguiu finalmente escapar à pressão do Real Madrid, com Hugo Álvarez a avançar sobre a defesa. O passe recuado encontrou Aspas, que ganhou espaço com o pé esquerdo e colocou o remate em curva, contornando Asencio e acertando no poste.

O Los Blancos pareciam ver a luta pelo título escapar ainda mais, mas, no momento em que o Celta começou a sair da retranca, o Real Madrid aplicou um golpe fulminante. O suplente Manuel Ángel recuperou a bola de forma justa no campo do Celta e a jogada chegou a Alexander-Arnold. O cruzamento foi afastado apenas até a entrada da área, onde Fede Valverde apareceu com força, e o desvio fez o resto.

Três pontos valiosos para Álvaro Arbeloa nas circunstâncias, com o Real Madrid a reduzir a diferença para o Barcelona para apenas um ponto, graças a um golo que também elevou o moral. Após um início preocupante, o Real dominou a segunda parte, impondo uma pressão organizada e intensa sobre o Celta. Faltou apenas maior clareza na finalização, mas mesmo assim a vitória é mais do que suficiente por agora.

O Celta mantém-se em 6.º lugar, com quatro pontos de vantagem sobre o Espanyol, mas sai a sentir-se claramente prejudicado pelo esforço realizado. Mesmo tendo sido uma luta para manter o jogo equilibrado na segunda parte, Giráldez pode afirmar com justiça que a sua equipa resistiu a tudo o que o Real Madrid apresentou — até ao último cruzamento.

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