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Uefa planeja mudança importante no VAR para melhorar a Liga dos Campeões

A Uefa planeja mudar o uso do VAR na Liga dos Campeões e em outras competições, reduzindo intervenções “microscópicas”.

Há uma diferença clara na forma como o VAR é utilizado nas competições da Uefa em comparação com algumas ligas, especialmente a Premier League e a Serie A.

Embora o The Independent apure que a Uefa esteja decidida a manter o VAR no futuro previsível, agora há o desejo de simplificar o processo.

Além disso, o chefe de arbitragem da Uefa, Roberto Rosetti, planeja se reunir com as principais ligas europeias — incluindo a Premier League — após o fim da Copa do Mundo de 2026.

O objetivo é garantir um melhor alinhamento no VAR para criar mais consistência entre as competições, o que agradaria aos torcedores e aos críticos do VAR.

A Uefa planeja, entretanto, usar o VAR em escanteios apenas se a jogada puder ser identificada imediatamente antes do reinício, sem qualquer atraso.

Outro tema em alta na Uefa é o debate sobre acabar mais cedo com a proteção por país na Liga dos Campeões, com alguns clubes pressionando para reduzir o poder da Premier League.

Isso significaria, na prática, o fim da proteção por país a partir da fase de play-off, já que o Paris Saint-Germain enfrentou o Monaco nos play-offs desta temporada devido às particularidades do sistema de cabeças de chave da fase de liga.

Ao mesmo tempo, também planeja testar plataformas de streaming para a competição em mercados menores, seguindo neste caso o plano “Premflix” da Premier League para Singapura.

O grande número de clubes ingleses na competição é o que mais gera debate no momento, embora os seis participantes tenham sido reduzidos a dois nas quartas de final após as eliminações de Manchester City, Chelsea, Newcastle e Tottenham.

Há um entendimento de que a Premier League está praticamente certa de ter cinco vagas todos os anos, com a possibilidade de na próxima temporada até sete dos 36 times serem ingleses, caso Liverpool e Aston Villa terminem fora do top 5, mas conquistem a Liga dos Campeões e a Liga Europa, respectivamente.

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(Getty Images)

Alguns dirigentes europeus defendem o fim da proteção por país nas fases iniciais — e até na fase de liga —, o que pode levar clubes ingleses a se eliminarem entre si.

Alguns apontaram que certas pontuações e posições na fase de liga foram determinadas por enfrentar ou não uma equipa inglesa.

Ainda assim, o tema gerou um debate acalorado entre os clubes, especialmente os de ligas nacionais em que há uma equipe dominante. O assunto seguirá em discussão.

Seja qual for o desfecho, algumas dessas partidas acabarão sendo exibidas em streaming no estilo Netflix em mercados internacionais, enquanto a Uefa e seus parceiros da European Football Club (EFC) na UC3 começam a explorar novos modelos de transmissão.

A Premier League já anunciou planos semelhantes, e entende-se que a ideia foi um tema específico nas negociações sobre o retorno do Real Madrid à EFC após a Superliga.

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