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Ranking de todas as assistências de Bruno Fernandes em 2025-26 após críticas ao seu status de ‘suposto armador’

Bruno Fernandes é favorito ao prêmio de melhor armador da Premier League após já ter quebrado o recorde de assistências do Manchester United…

O capitão dos Red Devils soma 16 assistências nesta temporada, o dobro de qualquer outro jogador da Premier League.

Mais dois no domingo contra o Aston Villa fizeram o capitão igualar e depois superar o recorde de David Beckham da temporada 1999-2000.

Ele precisa de apenas mais cinco nos oito jogos restantes para bater o recorde da Premier League, atualmente dividido entre Kevin De Bruyne e Thierry Henry.

Isso não basta para alguns, como Paul Parker, que nesta semana chamou o ‘suposto armador’ de ‘peso morto sem cérebro’. Está tudo bem, Paul?

De qualquer forma, colocamos Fernandes num patamar mais alto. De fato, classificamos suas muitas assistências nesta temporada, da cobrança curta de bola parada a um lance genial nos acréscimos…

À primeira vista, Fernandes apenas dá um leve toque na bola parada por alguns metros para Mason Mount finalizar através de uma barreira extremamente frágil.

Ele percebeu algo nas formações anteriores do Palace ou na preparação para esta cobrança de falta? Talvez. Mas, em termos de execução, esta foi certamente sua assistência mais simples.

No primeiro de três escanteios, todos fechados pela esquerda, a bola foi alçada para o segundo poste. O United ocupou a zona da pequena área e Casemiro apareceu livre nas costas para cabecear sem força, mas Djordje Petrovic falhou e acabou entregando o gol ao brasileiro e a assistência a Bruno.

O mesmo cruzamento de Bournemouth para a mesma cabeça; desta vez, o United carregou o poste mais distante. Só ficou acima da assistência do Bournemouth por causa de toda a revolta gerada no City Ground.

Uma falta na linha de fundo, ao lado da área do Fulham, foi levantada na medida para Casemiro atacar. Parecia simples — e era mesmo —, embora a posição pudesse levar alguns a complicar. Ainda assim, se Casemiro não tivesse cabeceado o toque sutil de Bruno Fernandes para o gol, Harry Maguire teria feito isso.

Mais uma bola parada: uma cobrança de falta perto do lado direito da área do Newcastle foi batida rasteira e rápida para Casemiro, que desta vez atacou o primeiro poste e se redimiu após cometer um pênalti instantes antes — algo que Paul Parker talvez nunca lhe perdoe.

A mesma jogada do lance do Newcastle, mas desta vez em escanteio: Casemiro apareceu no primeiro poste e desviou de cabeça o cruzamento mais fechado de Bruno Fernandes. Que cabeçada.

Um escanteio semelhante aos outros, desta vez na cabeça de Matthijs de Ligt, mas colocado mais acima por ter acontecido nos acréscimos, logo depois de o Spurs ficar em vantagem.

Se o cruzamento não tivesse sido perfeito, o United teria perdido, o Spurs teria assumido o terceiro lugar e, embalado por uma vitória tardia, o time de Thomas Frank quase certamente teria engatado uma sequência para entrar na briga pelo título.

Alguns podem relutar em dar crédito a Fernandes, já que o gol foi definido pela finalização de Patrick Dorgu, mas o ponta só conseguiu marcar após a jogada trabalhada com precisão pelo português.

Depois de tocar para Dorgu, ele dominou o passe de volta no primeiro toque antes de ajustar o corpo e servir a assistência.

Mais uma bola parada, desta vez uma cobrança de falta pela esquerda.

Boa dose de criatividade aqui: em vez de levantar a bola para um homem de referência, Fernandes a coloca nas costas do lado mais próximo da linha defensiva do Palace para Joshua Zirkzee.

Longe de ser uma chance fácil, Zirkzee foi muito bem ao girar e bater firme para empatar, mas só porque Fernandes viu o que poucos conseguem ver.

Recebendo a bola em um espaço a cerca de 30 jardas do gol, pela direita da área, com todos os adversários de linha, exceto um, entre ele e a meta do Wolves, Fernandes vê a arrancada de Mount vindo de trás e coloca um toque por cobertura perfeito no peito do pé do meio-campista.

O total de assistências de Fernandes é ainda mais notável porque a primeira só chegou dois meses após o início da temporada.

Valeu a espera: seu passe de voleio, na medida certa, deixou Maguire em condições de marcar o gol da vitória em Anfield.

Muitos na posição de Fernandes dominariam a bola e então cruzariam, dando tempo para a linha defensiva do Liverpool se recompor, ou recuariam o passe.

No fim de fevereiro, com o recorde de Beckham no horizonte, enquanto o United se atrapalhava em casa contra o Palace com 10 jogadores, Fernandes acertou um cruzamento à la Beckham, vindo de trás pela direita, algo que Sesko não vinha recebendo sob o comando de Amorim.

Finalmente, após meia temporada na base do meio-campo de Ruben Amorim, o treinador saiu e foi substituído por alguém que, como qualquer um entre os 8 bilhões de pessoas no planeta, percebe que ele está sendo desperdiçado numa função mais recuada.

Mais à frente, a cerca de 30 jardas do gol, Fernandes enfia um passe na medida para Sesko marcar, tirando dois jogadores do Burnley da jogada no caminho.

Logo após sofrer o empate que anulou o gol inicial criado na primeira assistência de Fernandes, ele recuou pela esquerda e bateu o recorde do United com um "grande passe", como Gary Neville definiu de imediato, entre o lateral-esquerdo e o zagueiro do Villa, deixando Matheus Cunha cara a cara com o goleiro.

O detalhe aqui não está no passe, por mais perfeito que tenha sido, mas no toque anterior.

Conduzindo a bola no contra-ataque do United diante de uma linha defensiva recuada do City, Fernandes toca para a direita para deslocar o peso de Abdukodir Khusanov para a esquerda, criando separação suficiente entre o defensor e Bryan Mbeumo e abrindo o corredor para o passe.

O melhor tanto na execução quanto no tempo certo.

O United acaba de sofrer o gol de empate nos minutos finais contra os Cottagers, no terceiro jogo de Carrick no comando, e o embalo após as vitórias sobre City e Arsenal se dissipou.

Sem tempo para hesitar, Fernandes se apresenta pela meia-esquerda e, em vez de optar pelo passe seguro, deixa a bola passar, enganando Calvin Bassey.

Ao entrar nas costas da defesa, muitos cruzariam rasteiro para a área na esperança de algo, mas Fernandes percebe a linha defensiva do Fulham recuando e, em vez disso, rola a bola para trás, para Sesko, que domina e fuzila para marcar o gol da vitória nos acréscimos no Stretford End.

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