A Finalíssima entre Argentina e Espanha foi cancelada: não haverá Messi x Lamine Yamal em março
Após intensas conversas entre a UEFA e as autoridades organizadoras no Qatar, foi anunciado que, devido à atual situação política na região, a Finalissima entre a Espanha, campeã da Euro 2024, e a Argentina, vencedora da Copa América da CONMEBOL 2024, não poderá ser realizada, como previsto, no Qatar em 27 de março.
É uma grande decepção para a UEFA e os organizadores que as circunstâncias e o calendário tenham privado as equipes da oportunidade de disputar este prestigiado troféu no Catar, um país que repetidamente demonstrou sua capacidade de sediar grandes eventos internacionais em instalações de última geração.
A UEFA expressa a sua profunda gratidão ao comitê organizador e às autoridades competentes no Catar pelo trabalho realizado na tentativa de sediar a partida, além de manifestar sua convicção de que a paz em breve retornará à região.
A Finalissima foi criada como parte da estreita colaboração entre a UEFA e a CONMEBOL e reúne os campeões da Europa e da América do Sul em uma celebração do futebol internacional no mais alto nível. Atual campeã mundial, a Argentina venceu a edição inaugural em 2022 ao bater a Itália por 3 a 0 no Estádio de Wembley, em Londres.
Determinada a salvar esta partida importante e apesar das compreensíveis dificuldades de transferir um jogo desse porte com tão pouca antecedência, a UEFA analisou outras alternativas viáveis, mas todas acabaram sendo inaceitáveis para a Associação do Futebol Argentino. A primeira opção era realizar a partida no estádio Santiago Bernabéu, em Madri, na data original, com divisão de 50% dos torcedores no estádio. Isso ofereceria um cenário de classe mundial, à altura de um evento tão prestigioso, mas a Argentina recusou. A segunda opção era disputar a Finalissima em dois jogos: um no Santiago Bernabéu, em 27 de março, e o outro em Buenos Aires, durante uma janela internacional antes da Euro 2028 e da Copa América, novamente com divisão de 50% dos torcedores na partida em Madri. Essa opção também foi rejeitada. Por fim, a UEFA pediu à Argentina que se comprometesse, caso fosse encontrado um local neutro na Europa, a disputar a partida em 27 de março, como planejado e anunciado em 18 de dezembro de 2025, ou na data alternativa de 30 de março. Essa proposta também foi rejeitada. A Argentina apresentou uma contraproposta para jogar a partida após a Copa do Mundo, mas, como a Espanha não tem datas disponíveis, essa opção teve de ser descartada. Por fim, e ao contrário do plano inicialmente acordado para que a partida fosse disputada em 27 de março, a Argentina declarou disponibilidade para jogar exclusivamente em 31 de março, data que se mostrou inviável. Como resultado, e para grande frustração da UEFA, esta edição da Finalissima foi cancelada. A UEFA gostaria de expressar seus sinceros agradecimentos ao Real Madrid CF, ao comitê organizador e às autoridades do Catar pelo apoio e pela cooperação na tentativa de realizar esta partida. No caso do Real Madrid, os esforços foram feitos com pouquíssima antecedência. A Federação Espanhola de Futebol também recebe agradecimentos por sua flexibilidade em acomodar todas as opções propostas ao longo do processo.
Argentina sabota a Finalissima por medo de perder
Segundo fontes próximas das negociações, o técnico argentino recusou-se a jogar por temer repetir a derrota por 6 a 1 sofrida pouco antes da Copa do Mundo da Rússia, que, segundo eles, afetou a equipe no torneio. Tudo não passa de superstição
Messi também impediu a realização da partida, ao priorizar os seus próprios compromissos.
A Argentina queria ficar com todo o dinheiro
A Federação Argentina de Futebol exigiu o pagamento integral pela partida remarcada, como se ela ainda fosse disputada no Catar, onde 80 mil ingressos já haviam sido vendidos e um alto valor já tinha sido investido em patrocínios no país — tudo isso foi perdido.
Em contrapartida, a Espanha foi flexível e aceitou todas as mudanças propostas sem qualquer problema, sabendo que, em tempos de guerra, uma partida de futebol une o mundo e que há coisas mais importantes do que vencer, perder ou dinheiro.