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Atlético de Madrid garante vaga na final da Copa do Rei enquanto reação do Barcelona perde força

O Atlético de Madrid disputará sua primeira final da Copa do Rei em 13 anos após eliminar o Barcelona em uma eletrizante partida de volta da semifinal. Em um jogo que deixou torcedores, jogadores e treinadores exaustos, o Atlético conseguiu conter a reação do Barça no momento decisivo.

Como era de se esperar, o Barcelona começou a todo vapor, tentando manter o ritmo alto e o Atlético sob pressão. Embora o Los Colchoneros tenham tido dificuldades para sair do próprio campo na primeira meia hora, cometendo erros simples, o Barça não conseguiu aproveitar bem a posse de bola no terço final.

Quando parecia que a agressividade e o ritmo começavam a cair, Lamine Yamal encontrou a solução. A jogada saiu de um escanteio curto para o próprio Yamal, que passou por Ademola Lookman pela direita e cruzou rasteiro com força pela pequena área. Para surpresa geral, Marc Bernal apareceu completamente livre no meio para empurrar para o gol.

Terça-feira, 3 de março de 2026

A partir daí, o Atlético cresceu no jogo e passou a encontrar mais espaços, à medida que o Barcelona tinha dificuldades para manter a pressão intensa. Antoine Griezmann teve duas oportunidades, uma delas na trave, mas ambas seriam invalidadas por impedimento. A grande chance antes do intervalo, porém, foi de Lookman, após Marcos Llorente arrancar pela direita e avançar fundo no campo do Barcelona. O cruzamento de Giuliano Simeone encontrou Lookman livre no meio, mas o cabeceio saiu por cima, ao lado do ângulo.

Assim é a lei do futebol: o erro foi punido. Nos acréscimos do primeiro tempo, o Barcelona marcou o segundo gol de que precisava para sentir que estava no caminho certo. Uma troca rápida entre Lamine Yamal e Ferran Torres tentou acionar Pedri na área e, na ânsia de travar a jogada, Marc Pubill derrubou o meio-campista espanhol. Raphinha, até então impreciso com a bola, deslocou Juan Musso e aumentou a pressão sobre os Colchoneros.

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Imagem via Europa Press.

O segundo tempo começou de forma mais contida, com a sensação de que o Barcelona sabia que precisava gerir o ritmo após o intervalo. Foi João Cancelo quem obrigou à primeira defesa dez minutos depois do recomeço, enquanto Lamine Yamal começava a criar perigo pelo lado esquerdo. Um minuto mais tarde, ao passar por Matteo Ruggeri, a defesa do Atlético e o guarda-redes Musso realizaram quatro bloqueios consecutivos, pouco antes da marca de uma hora de jogo — o sinal para Diego Simeone mexer na equipa. Alexander Sørloth e Nahuel Molina entraram para permitir que Marcos Llorente avançasse para o meio-campo, com as saídas do capitão Koke Resurrección e de Lookman.

Pareceu surtir efeito. Pouco depois, o Atlético teve seu primeiro período de posse prolongada no campo do Barcelona. Embora a jogada tenha terminado em um chute inofensivo de Molina, o lance expôs o cansaço crescente dos jogadores do Barcelona, que passaram a ter dificuldades para acompanhar as infiltrações adversárias. Após perder Jules Koundé por lesão aos 11 minutos, o substituto Alejandro Balde também deixou o campo em lágrimas a 20 minutos do fim.

– Terça-feira, 3 de março de 2026

Os segundos foram passando com um peso cada vez maior para o Barcelona, que começou a demonstrar nervosismo. No momento certo, mais um escanteio curto desmontou o Atlético. Desta vez, o cruzamento alto de João Cancelo para o segundo poste encontrou novamente Bernal, livre para amortecer o voleio no canto oposto. Em uma decisão ousada, Hansi Flick lançou Ronald Araújo, substituto de Balde, ao ataque para causar o máximo de caos. Em resposta, o Atlético passou a fragmentar o jogo, encontrando formas de reduzir o ritmo e as ações.

Jogadores, treinadores e adeptos sofreram enquanto o tempo parecia arrastar-se ainda mais. Nessa altura, o Los Rojiblancos recuou para o seu terço defensivo, decidido a segurar a vantagem. O Barcelona despejou cruzamentos e cobrou canto após canto contra a defesa do Atleti, que se manteve firme. No último minuto do tempo regulamentar, Gerard Martin disparou forte por cima por muito pouco, e todos olharam com nervosismo para a placa do quarto árbitro: seis minutos.

– Terça-feira, 3 de março de 2026

Mesmo com Sorloth ficando cara a cara e mandando por cima, mesmo com Lamine Yamal a puxar para fora nos instantes finais, parecia que o relógio mal avançava e que os próprios jogadores tinham parado. Ao soar do apito final, o Atlético festejou no centro do relvado. Instantes depois, Diego Simeone foi visto a caminhar pelo túnel, respirando fundo, assimilando, recuperando, saboreando o momento.

O Barcelona saiu insatisfeito apesar de um esforço gigantesco, sabendo que precisava de algo especial para se classificar. A atuação foi excelente, mas o momento decisivo, o toque de magia nos instantes finais, não apareceu. O Atlético, por sua vez, resistiu até o apito final. Se havia alguma dúvida sobre a força mental da equipe, Simeone poderá rever a forma como seus jogadores se defenderam, se fecharam e neutralizaram o Barcelona nos 20 minutos finais, quando a eliminatória estava em aberto. Foi ali, nesses momentos, uma demonstração altruísta e humilde — e esses minutos foram o passaporte para a final.

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