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Lenda ou fardo? Os argumentos para a saída de Mohamed Salah de Anfield

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Durante anos, a imagem de Mohamed Salah disparando para comemorar pelo Liverpool foi tão certa quanto a maré no Mersey.

Com 29 gols e 18 assistências em 38 partidas, Salah foi a principal força motriz do Liverpool na campanha rumo à conquista nacional na última temporada.

Com isso, ele se tornou apenas o quarto jogador a liderar a Premier League em gols e assistências em uma mesma temporada, juntando-se a Andrew Cole, Jimmy Floyd Hasselbaink e Harry Kane.

Com contrato até 2027, os torcedores do Liverpool gostariam de ver o ponta egípcio correndo pela ala por mais dois anos, mas o sentimento em Merseyside está mudando da reverência para uma realidade fria.

Salah atravessa um jejum de nove jogos sem marcar na Premier League, o mais longo da sua carreira no Liverpool, e talvez seja hora de encarar o impensável: a era Mohamed Salah pode chegar ao fim neste verão.

Desde o gol marcado contra o Aston Villa em 1º de novembro de 2025, o atual Jogador do Ano não voltou a marcar na Premier League.

Embora tenha dado alguns lampejos nas competições de copa — marcando contra o Qarabag na Liga dos Campeões e o Brighton na FA Cup — o seu rendimento na liga tem sido pouco convincente.

As estatísticas da vitória por 1 a 0 sobre o Nottingham Forest, no domingo, não foram apenas fracas; foram alarmantes.

Em 77 minutos em campo, Salah não finalizou nenhuma vez, não completou dribles e criou apenas uma chance.

Aos 33 anos, a velocidade explosiva que antes aterrorizava os laterais diminuiu claramente e, no sistema mais estruturado de Arne Slot, a tendência de Salah de desaparecer nos jogos começa a tornar-se um problema, não um luxo.

A sua relação com o técnico do Liverpool também passou a ser analisada de perto.

No início da temporada, surgiram relatos de um desentendimento, com Salah afirmando publicamente que se sentiu "jogado aos leões" durante um período difícil no inverno.

Com os rumores de uma transferência de verão para a Saudi Pro League a ganharem força a cada semana, cresce a sensação de que esta pode ser a ‘última dança’ de Salah em Merseyside.

Pode parecer quase uma heresia sugerir que um ídolo do clube se tornou um entrave, mas, aos 33 anos, a idade e oito anos de serviço incansável finalmente cobram seu preço.

Separar-se de Salah no fim da temporada não seria um ato de traição, mas de preservação.

Vendê-lo neste verão permitiria ao Liverpool proteger o seu legado lendário antes que ele seja manchado pelo inevitável declínio da idade.

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