Rabiot revela como é jogar com Modric no Milan e o que Allegri acrescenta ao clube
Adrien Rabiot se firmou como um dos jogadores mais importantes do Milan nesta temporada e, em uma entrevista abrangente à Rivista Undici, o meio-campista francês falou sobre a vida no San Siro, sua admiração por Luka Modrić e suas ambições pessoais no lado rossonero de Milão.
O ex-jogador de Juventus e PSG chegou ao Milan após um final complicado de sua passagem pelo Olympique de Marseille, mas não demorou a deixar sua marca.
Ele afirma que a resiliência mental sempre foi o seu maior trunfo — declarações ao TuttoMercatoWeb.
“Nem tudo corre sempre da melhor forma; por vezes acontecem coisas negativas, mas é precisamente nesses momentos que se aprende e se fica mais forte”, afirmou. “A autoconfiança sempre fez parte do meu caráter e, com o tempo e a experiência, tem crescido. É isso que quero transmitir aqui no Milan.”

MILÃO, ITÁLIA – 23 DE SETEMBRO: Adrien Rabiot, do AC Milan, aplaude os torcedores após o apito final da partida das oitavas de final da Coppa Italia Frecciarossa entre AC Milan e US Lecce, no Estádio Giuseppe Meazza, em 23 de setembro de 2025, em Milão, Itália. (Foto de Jonathan Moscrop/Getty Images)
No entanto, é Modric quem talvez mais tenha impressionado Rabiot desde a sua chegada.
A lenda croata, agora com 40 anos, continua a desafiar as leis do tempo, algo que já foi notado pelos seus novos companheiros de equipa.
“A qualidade dele nós já conhecíamos”, disse Rabiot. “O que me surpreendeu foi a capacidade de correr durante noventa minutos, para cima e para baixo, aos 40 anos. Isso não é algo que se possa dar como certo; ele tem um físico extraordinário.”
Ele também destacou a importância de figuras de liderança no balneário, apontando Maignan e o recém-chegado Fullkrug, ao lado de Modric, como jogadores que ditam o tom do grupo.
Sobre a influência de Allegri, Rabiot foi igualmente elogioso. “Com ele há a ambição de fazer bem, de dar tudo, de treinar a cem por cento e de jogar cada partida como se fosse a última.”
Ele também creditou o técnico por criar um ambiente calmo e focado, no qual os jogadores mais jovens estão prosperando.
“Ele traz tranquilidade ao grupo, permite que façamos as coisas da maneira certa, sem pressa, sem nervosismo. A atitude dos jogadores mais jovens é impecável, e isso também se deve ao treinador.”
Os objetivos pessoais de Rabiot são, como de costume, ambiciosos. Ele quer deixar a sua marca em todos os clubes que representa — algo que conseguiu no PSG e na Juventus — e o Milan é o próximo da lista.
“Quero escrever o meu nome na história deste clube”, afirmou de forma direta, antes de acrescentar que a Copa do Mundo continua a ser o maior prêmio. “Vencê-la é o objetivo mais bonito da carreira de um jogador de futebol.”