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Os bastidores da revolução de nove dias de Carrick no Man Utd: ideias anti-Amorim, ignorando Scholes e Maguire como influenciador

Adotar a abordagem oposta à de Ruben Amorim, usar Harry Maguire como voz influente no vestiário e ignorar ex-jogadores barulhentos estão entre as chaves da revolução de nove dias de Michael Carrick no Manchester United.

Os Red Devils não poderiam ter começado melhor em campo sob o comando interino: dominaram o Manchester City e venceram por 2 a 0 no sábado, em uma atuação tão convincente que, em Old Trafford, voltou a lembrar a era de Sir Alex Ferguson pela primeira vez em muito tempo.

Uma reportagem do Mirror também detalhou algumas das mudanças implementadas por Carrick nos bastidores para transformar o ambiente abatido deixado por seu antecessor.

Ao entrevistar Carrick, o relatório afirma que Joel e Avi Glazer, assim como Sir Jim Ratcliffe, ficaram ‘absortos nas palavras que saíam de sua boca’, antes de presumivelmente irem tomar um banho frio.

Ele disse ao grupo que priorizava a qualidade acima da quantidade nos treinos e na preparação para os jogos, insistindo que “ser honesto era tão valioso quanto ter a bola nos pés no campo de treino”. Fontes do clube afirmam que Ratcliffe ficou impressionado com sua “postura calma e inteligente” nessas conversas.

Ciente de que sua chegada provavelmente traria um aumento de entusiasmo e energia — o conhecido efeito de um novo treinador — Carrick conversou com Steve Holland antes do primeiro treino para garantir que aproveitassem ao máximo o melhor ambiente, antes de dar ao auxiliar total liberdade para planejar e comandar as sessões em Carrington.

Segundo o relatório, os jogadores ficaram impressionados com a atenção aos detalhes em sessões “mais curtas e intensas” do que aquelas a que estavam acostumados sob o comando de Amorim.

Enquanto isso, Maguire foi encarregado de deixar claro aos companheiros como o United havia trazido de volta alguém com os princípios do clube correndo nas veias.

Carrick também incentivou o elenco a não ir correndo para casa após os jogos, pois quer fortalecer os relacionamentos e ver quais funcionam e quais não, além de reservar tempo para conversar com jogadores individualmente, especialmente os que sentem estar à margem do grupo.

Ele também adota uma 'postura oposta' à de Amorim quando o assunto é feedback. Enquanto o técnico português costumava liberar os jogadores após os jogos sem falar com eles, Carrick insiste que 'ninguém saia do vestiário mandante sem se sentir valorizado'.

O United chegará aos jogos mais tarde do que sob Amorim para evitar que a equipa fique à espera antes do pontapé inicial e para garantir a melhor receção possível dos adeptos.

A última semana, embora muito positiva no geral para o United, também teve comentários tóxicos — se é que podemos chamá-los assim — de Paul Scholes e Nicky Butt ganhando as manchetes.

Carrick ‘recusou-se a se envolver’ e ‘deixou claro aos jogadores e à comissão técnica que há problemas muito mais urgentes — e importantes — para resolver’.

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