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Michael Carrick mudou sete regras no Manchester United após o fim de uma norma no vestiário

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A revolução de Michael Carrick no Manchester United transformou o clube dentro e fora de campo após apenas três semanas no comando. O lendário ex-meio-campista do United foi nomeado técnico interino até o fim da temporada, em janeiro.

Ele substituiu Ruben Amorim, demitido recentemente, após uma passagem decepcionante de 14 meses em Manchester, aparentemente encerrada por divergências com a direção do clube sobre táticas e transferências.

Desde que assumiu o comando, o técnico de 44 anos conquistou três vitórias em três jogos, devolvendo a esperança ao United e implantando um futebol alinhado ao 'DNA' do clube. Após um convincente triunfo por 2 a 0 no dérbi de Manchester, veio uma vitória por 3 a 2 fora de casa sobre o líder Arsenal, antes de garantir um gol decisivo no fim contra o Fulham no último fim de semana.

Agora, o Mirror Football analisa como Carrick conseguiu influenciar os resultados tão rapidamente no cargo, observando as mudanças de regras que implementou após o período turbulento de Amorim.

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Tanto Amorim quanto seu antecessor, Erik ten Hag, exigiam que os jogadores que atuavam nas partidas se apresentassem no dia seguinte ao treino de recuperação no centro de treinamento. Carrick acabou com essa regra e passou a conceder dias de descanso dentro das 24 horas após o jogo. As sessões de recuperação agora foram remarcadas para dois dias depois do apito final.

Amorim impôs um rígido esquema 3-4-3 e não quis abrir mão da sua abordagem, apesar de o elenco estar mais preparado para uma formação mais convencional. Isso levou à saída de alguns jogadores do time principal, incluindo o revelado na base Kobbie Mainoo.

No entanto, um elemento crucial da transformação promovida por Carrick foi abandonar o esquema 3-4-3 e voltar a um 4-2-3-1 mais tradicional, no estilo do United, com jogo rápido pelas alas. Ele também recolocou Mainoo, favorito dos adeptos, no onze inicial.

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Amorim proibiu a entrada de comida no vestiário ao reforçar a necessidade de melhorar os padrões físicos dos jogadores, o que pode ter afetado o moral da equipa. Carrick deverá abandonar essa política e transformar o vestiário num espaço mais acolhedor, onde os jogadores se sintam valorizados.

Ele introduziu uma nova filosofia: os jogadores só deixam o vestiário depois de sentirem que foram ouvidos e devidamente orientados, com conversas logo após as partidas. Segundo relatos, Harry Maguire deve liderar essa abordagem e se tornar uma voz influente.

Isso representa uma mudança em relação ao período de Amorim, quando os jogadores supostamente eram dispensados após as partidas, muitas vezes sem que ele falasse com eles, para que as emoções se acalmassem antes de decisões precipitadas. No dia seguinte, ele então expunha sua visão, o que lhe dava a oportunidade de analisar melhor aspectos do jogo e oferecer uma avaliação ponderada após o calor da partida passar.

Amorim teria impedido a própria comissão técnica de passar instruções táticas complexas aos jogadores para manter a simplicidade. Carrick mudou a estrutura da comissão, permitindo um fluxo diferente de informação e orientação.

Os jogadores ficaram impressionados com a participação mais direta de Carrick e de sua comissão técnica, em contraste com Amorim, que participava, mas às vezes preferia observar em vez de intervir.

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Um pequeno ajuste feito por Carrick foi fazer com que seus jogadores cheguem a Old Trafford um pouco mais perto do horário do pontapé inicial. A mudança na rotina pré-jogo foi adotada para renovar o ambiente, enquanto Amorim mantinha rigidez com horários de chegada mais cedo antes das partidas.

Na vitória sobre o City pela Premier League, o ônibus da equipe chegou cerca de 15 minutos mais tarde do que o habitual. A mudança foi deliberada por Carrick para evitar que seus jogadores ficassem esperando no estádio antes do pontapé inicial e, ao mesmo tempo, garantir uma recepção forte ao elenco.

Carrick reduziu a duração dos treinos, mas aumentou a intensidade dos exercícios, com foco também em trabalho individualizado. Sob Amorim, as sessões eram mais longas, porém menos intensas e com enfoques táticos diferentes.

Acredita-se que Carrick tenha feito a mudança para reforçar a importância de render no mais alto nível todos os dias. Segundo relatos, a intensidade nos treinos agora está muito diferente da era Amorim, com Carrick contando com a ajuda de dois novos auxiliares técnicos: Steve Holland e Jonathan Woodgate.

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Amorim frustrou torcedores e ex-jogadores ao parecer ignorar os jovens talentos formados na base do clube. Embora o técnico português tenha dado oportunidades a jogadores como Chido Obi, Harry Amass e Ayden Heaven, ele também os criticou publicamente, assim como Mainoo, algo incomum para um treinador do United.

Em contraste, Carrick já demonstrou um compromisso maior em dar oportunidades aos jovens e em se envolver de forma mais ampla com a academia do clube. Ele chamou de volta do empréstimo nomes como Habeeb Ogunneye e Joe Hugill para treinar com o time principal.

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