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Milhões em jogo com incerteza sobre a Finalíssima: até 60 milhões em risco a três semanas de Espanha x Argentina

A Finalíssima entre Espanha e Argentina não busca apenas um estádio, mas também preservar um negócio multimilionário. A três semanas da partida marcada para 27 de março, o conflito que obrigou o Catar a suspender todas as atividades no país deixou em suspenso um pacote econômico que, segundo estimativas do setor, pode chegar a 60 milhões de euros em direitos de televisão, organização e pagamentos às seleções participantes.

O plano original era realizar a partida como parte do Qatar Football Festival, um programa de jogos internacionais marcado para entre 26 e 31 de março, que incluía vários amistosos além do confronto entre Espanha e Argentina. O calendário previa partidas como Egito x Arábia Saudita, Catar x Sérvia e Espanha x Egito, no dia 30 de março, todas inseridas em um acordo econômico global financiado pelo país-sede.

Apenas por disputar a Finalissima, tanto a Real Federación Española de Fútbol (RFEF) quanto a Asociación del Fútbol Argentino (AFA) tiveram receitas garantidas estimadas entre seis e dez milhões de euros por seleção. Esse valor somou-se aos amistosos adicionais, que em torneios desse tipo normalmente geram pagamentos em torno de dois a quatro milhões de euros por equipe.

A principal fonte de receitas está nos direitos audiovisuais e na exploração comercial de todo o festival. A venda televisiva de todas as partidas, somada aos acordos de publicidade e patrocínio ligados ao evento, avalia o pacote em cerca de 20 a 30 milhões de euros.

Muitos fatores a considerar

A esse montante soma-se a logística assumida pelo Catar como organizador — viagens, hospedagem, segurança e produção televisiva das partidas — um gasto que pode ultrapassar 10 ou 15 milhões de euros. No total, o evento montado em torno da Finalissima movimenta algo entre 40 e 60 milhões.

Este é o enquadramento económico que está agora em suspenso. Encontrar um novo local para o jogo entre Espanha e Argentina vai muito além da escolha de um estádio: o país que assumir a organização terá de oferecer o mesmo apoio financeiro que o Catar para garantir que o negócio não colapse.

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