Mbappé e Ekitike comandam ampla vitória da França sobre um Brasil em má fase em amistoso
A França iniciou a preparação para a Copa do Mundo da FIFA de 2026 com uma vitória por 2 a 1 sobre o Brasil no Gillette Stadium, em Foxborough, Massachusetts.
Apesar de garantir a vaga com antecedência, o caminho do Brasil até a Copa do Mundo não foi tão tranquilo como de costume: as seis derrotas neste ciclo são o maior número já sofrido pela seleção em uma única campanha de eliminatórias.
Foi exatamente por isso que os maiores campeões mundiais da história recorreram, em maio de 2025, a um dos técnicos mais vitoriosos do futebol ao nomearem Carlo Ancelotti como sucessor de Dorival Júnior.
No entanto, a Seleção tem alternado atuações desde o fim da campanha de qualificação em setembro, somando apenas duas vitórias em quatro amistosos internacionais.
O empate por 1 a 1 com a Tunísia na última partida esteve longe de ser animador, mas Ancelotti se recusou a incluir o astro do Santos, Neymar, em sua convocação para a viagem aos Estados Unidos.
Ídolo da França, Kylian Mbappé apoiou o retorno de seu ex-companheiro de Paris Saint-Germain à seleção antes do torneio deste verão, em entrevista recente à ESPN.
De fato, o veloz craque do Real Madrid admitiu que “não consegue imaginar” uma Copa do Mundo sem Neymar, maior artilheiro da história do Brasil, que soma 128 partidas pela seleção principal da potência da CONMEBOL.
Neymar não esteve em New England para ajudar o Brasil, mas Mbappé aproveitou ao máximo sua 95ª partida pela seleção e abriu o placar no meio do primeiro tempo, após receber uma bola enfiada precisa de Ousmane Dembélé.
Foi exatamente o que a França mereceu pelo desempenho no primeiro tempo: encurralou a Seleção nos 30 minutos iniciais, dominou a posse de bola e manteve a equipe de Ancelotti longe do gol de Mike Maignan.
Didier Deschamps escalou talvez sua formação inicial mais forte, liderada por um ataque estrelado com Michael Olise, Hugo Ekitike, Dembélé e Mbappé, enquanto Ancelotti optou por testar sua equipe.
Diante disso, não foi surpresa ver a França mostrar sua superioridade no primeiro tempo, algo talvez melhor ilustrado pelo fato de o Brasil ter ido para o intervalo sem uma única finalização no alvo.
No entanto, o zagueiro do Bayern de Munique Dayot Upamecano deu um grande impulso às esperanças de reação da equipe sul-americana no início do segundo tempo ao receber cartão vermelho direto por uma falta dura em Wesley Franca.
Disposto a aproveitar a superioridade numérica, Ancelotti lançou o atacante do Chelsea João Pedro, mas a Seleção teve dificuldades para furar a sólida defesa dos Bleus, apesar de controlar a partida.
A situação do Brasil logo piorou, quando a França armou um contra-ataque fulminante com Olise, que recuperou a bola na linha do meio-campo antes de deixar Ekitike cara a cara com Ederson.
Além de cronometrar sua corrida com perfeição, o atacante do Liverpool mostrou frieza e habilidade ao encobrir o goleiro do Fenerbahçe, ampliando a vantagem da França aos 65 minutos.
A disponibilidade de Ekitike era um dos principais temas antes deste confronto, mas, segundo o AS, o ex-atacante do Eintracht Frankfurt superou o problema físico a tempo deste grande duelo.
Enquanto parecia que o Brasil não conseguiria ameaçar os bicampeões mundiais, o zagueiro da Juventus Gleison Bremer deu à equipe uma esperança de evitar a derrota em solo norte-americano pelo sexto jogo seguido.
Bremer apareceu no lugar certo, na hora certa, para empurrar para as redes a bola alçada por Luiz Henrique e recolocar emoção nos 15 minutos finais, enquanto a Seleção pressionava em busca do empate.
O Brasil dominou os minutos finais, mas a defesa de Deschamps resistiu à pressão, e a França levou a melhor no confronto equilibrado, somando sua sétima vitória no duelo contra seis do Brasil.