Matheus Cunha: estrela do United revela frustração que enfrenta no Brasil
O atacante do Manchester United, Matheus Cunha, certamente tem feito a diferença desde que chegou na última janela de verão.
O brasileiro ajudou a transformar o ataque de um dos piores da liga em um dos mais potentes, ao lado das contratações de verão Bryan Mbeumo e Benjamin Sesko.
Cunha nunca escondeu o seu amor pelo clube e já falou sobre o desejo de ajudar a despertar o gigante adormecido que é o Manchester United Football Club.
Em entrevista à Cazé TV, Cunha falou sobre as experiências de deixar o Brasil ainda muito jovem.
Com apenas 18 anos, deixou o seu país para se mudar para a Suíça e jogar no FC Sion, antes de passagens por RB Leipzig, Atlético de Madrid, Wolverhampton Wanderers e, agora, o United.
Ele afirmou: “Saí do Brasil muito jovem. Quando vamos para a seleção, às vezes você se sente um pouco perdido. Na Europa, especialmente na Inglaterra, as pessoas te reconhecem muito. Elas gritam ‘Cunha, Cunha’. No Brasil pode ser diferente.”
Cunha falou abertamente sobre como isso o faz sentir e admitiu: “Claro que às vezes gera um pouco de frustração. Você pensa: ‘Faço tantas coisas e nem sempre isso fica claro’. Mas entendo completamente os torcedores brasileiros.”
O jogador do United revelou que, enquanto atuava no Brasil, era sempre meio-campista, mas um crescimento repentino fez com que fosse adiantado no campo.
Ele explicou: “Houve um momento em que eu era magro demais e depois cresci muito. Estiquei, e de repente todo mundo disse: ‘Agora você está grande demais, vá jogar no ataque.’”
Foi claramente a decisão certa para a carreira, como recordou: "Comecei a marcar golos lá e simplesmente não parou. Na Suíça (FC Sion), disseram-me para jogar como avançado e marquei dez golos em três meses."
Ele explica que foi atacante na seleção brasileira campeã olímpica e no Atlético de Madrid, por isso atuar mais adiantado no United não é nenhum problema para ele.
Após alternar entre a camisa 10, o meio-campo, a ponta e o ataque ao longo dos anos, explicou: “Isso me ajudou a entender outras posições e o jogo como um todo. Hoje me sinto um jogador muito mais completo e versátil por causa disso.”
Cunha revelou que gosta de aprender não apenas dentro de campo, mas também fora dele, afirmando que estudou um pouco de Direito e que sempre teve interesse por línguas.
Ele explicou: “Minha tia era professora de português, e meus pais sempre foram muito próximos de mim. Eles sempre me ensinaram que é preciso aprender e passar pelas coisas da vida. Estou perto de abrir o instituto agora. Por isso, vou falar com pessoas que já têm institutos e pergunto quais são os melhores projetos.”
Cunha explicou: “Falo idiomas, então estou pensando em como podemos entrar em contato com escolas de idiomas e talvez torná-las parceiras do instituto. Assim, os jovens podem aprender melhor do que eu aprendi.”
Fonte: transfermarkt.com Imagem em destaque: Alex Livesey via Getty Images
enquetes online
O The Peoples Person é um dos principais sites de notícias sobre o Manchester United no mundo há mais de uma década. Siga-nos no Bluesky: @peoplesperson.bsky.social