FIGC se prepara para reformulação total se a Itália ficar fora da Copa do Mundo; dirigentes como Gravina estão ameaçados
A final do playoff da Copa do Mundo contra a Bósnia, na terça-feira em Zenica, tem enormes consequências além das quatro linhas, com o renomado jornalista Giancarlo Padovan alertando que uma terceira ausência consecutiva no Mundial pode provocar uma reformulação completa da cúpula da FIGC.
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Em entrevista à Radio Radio, via CalcioMercato, Padovan foi categórico.
"Acho que, se a Itália não se classificar para a Copa do Mundo, a federação ficará sob administração externa por um ano, com a atual direção afastada", disse ele.

BOLONHA, ITÁLIA – 4 DE JUNHO: O presidente da FIGC, Gabriele Gravina, acompanha o amistoso internacional entre Itália e Turquia no Estádio Renato Dall’Ara, em 4 de junho de 2024, em Bolonha, Itália. (Foto: Gabriele Maltinti/Getty Images)
O presidente da FIGC, Gabriele Gravina, é a figura mais proeminente sob ameaça.
Apesar de comandar duas ausências consecutivas em Copas do Mundo, ele foi reeleito recentemente sem oposição e, até agora, resistiu à forte pressão para deixar o cargo.
Uma terceira ausência consecutiva no torneio tornaria sua posição quase certamente insustentável, segundo Padovan, com outros dirigentes de alto escalão ao seu redor também sob risco.
A Itália enfrenta a Bósnia sabendo que apenas uma vitória garantirá sua vaga na Copa do Mundo de 2026, na América do Norte.
A equipe de Gennaro Gattuso venceu a semifinal contra a Irlanda do Norte e agora está a uma partida de encerrar uma dolorosa ausência do cenário mundial.
No entanto, uma derrota daria início ao que Padovan descreve como uma reformulação fundamental das estruturas de governança do futebol italiano.