Lista das seleções que disputarão os play-offs da Copa do Mundo de 2026: a última chance para algumas equipes históricas
Itália, Irlanda do Norte, País de Gales, Bósnia e Herzegovina, Turquia, Romênia, Eslováquia, Kosovo, Ucrânia, Suécia, Polônia, Albânia, Dinamarca, Macedônia, República Tcheca, República da Irlanda, Nova Caledônia, Jamaica, República Democrática do Congo, Bolívia, Suriname e Iraque. Apenas seis seguirão vivos. As semifinais dos play-offs da Copa do Mundo começam em 26 de março. Quatro seleções europeias e duas de outros continentes garantirão vaga no principal torneio de seleções do mundo. O sorteio já foi definido, e nesta análise vamos detalhar cada uma das equipes:
Itália
A Itália foi diretamente para os play-offs após perder os dois jogos para a Noruega, que terminou na liderança. Gennaro Gattuso chegou com o objetivo de classificar a equipe e evitar a 'hecatombe' das duas últimas Copas do Mundo. Pela frente estará a Irlanda do Norte, uma seleção que, em teoria, é de nível inferior, mas contra a qual os italianos também já sofreram na fase de grupos diante de equipes com esse perfil. A Itália tem muitos nomes, mas poucas garantias. Com quatro estrelas no escudo, é a seleção com mais títulos mundiais entre as que disputam os play-offs. A classificação é "obrigatória". Jogador para ficar de olho: Pio Exposito.
Irlanda do Norte
A última vez que a Irlanda do Norte disputou uma Copa do Mundo foi em 1986, dois meses após o desastre nuclear de Chernobyl. Naquela edição, caiu no grupo de Espanha e Brasil e conseguiu apenas um empate com a Argélia. Seus jogadores estão espalhados por todas as divisões do futebol profissional inglês, e a equipe conta com jovens promessas como Isaac Price, Shea Charles e Kieran Morrison. Jogador para ficar de olho: Isaac Price.
País de Gales
Sem Gareth, não é a mesma coisa. A seleção do País de Gales vai enfrentar a Bósnia-Herzegovina após chegar aos play-offs com uma goleada por 7 a 1 sobre a Macedônia. Na Copa do Mundo de 2022, estreou com um empate diante dos Estados Unidos, mas depois perdeu de forma surpreendente para o Irã e, na última rodada, para a Inglaterra. Nesta pausa, contará com Harry Wilson em grande fase no Fulham. Jogador a observar: Harry Wilson.
Bósnia e Herzegovina
Da última geração de ouro da Bósnia, só Edin Dzeko segue em atividade. Ibisevic, Spahic, Pjanic, Begovic e Medunjanin já ficaram para trás. A equipe de Sergej Barbarez fez uma ótima fase de grupos, com apenas uma derrota em uma das chaves mais acessíveis, que tinha Chipre e San Marino nas duas últimas posições. Jogador para ficar de olho: Amar Dedic.
Turquia
A equipe comandada por Montella acabou com a campanha perfeita da Espanha na fase de grupos. Os otomanos já são presença constante em Eurocopas e Copas do Mundo e contam com uma das melhores duplas do cenário internacional em talento e juventude. Arda Güler e Kenan Yildiz lideram a equipe e tentarão superar a competitiva Romênia, outra favorita para garantir vaga no torneio dos Estados Unidos, México e Canadá. Jogador para ficar de olho: Arda Güler.
Romênia
O veterano técnico Mircea Lucescu é um dos treinadores mais vitoriosos do futebol romeno, mas o cenário é diferente no nível internacional. Em mais de 40 anos de carreira, ele não conseguiu se classificar para uma Copa do Mundo, nem mesmo com a Turquia. A Romênia enfrentará uma das seleções mais fortes dos play-offs, a Turquia. Jogador para ficar de olho: Andrei Ratiu.
Eslováquia
A seleção da Eslováquia garantiu vaga nos play-offs como vice-líder. Sua última participação em uma Copa do Mundo foi em 2010, mas esteve na última Eurocopa e teve bom desempenho. Venceu a Bélgica na estreia e dificultou muito para a Inglaterra nas oitavas de final. Jude Bellingham precisou marcar aos 95 minutos para levar a partida à prorrogação. Jogador a ser observado: Lobotka.
Kosovo
A região do sudeste europeu nunca se classificou para uma Copa do Mundo, mas conta com nomes de destaque e Franco Foda vem tirando o máximo do elenco. Nas últimas datas FIFA, a equipe somou três vitórias, dois empates e uma derrota. O 'Pirata' Muriqi tem levado à seleção a grande fase que vive no Mallorca. Jogador para ficar de olho: Vedat Muriqi.
Ucrânia
A nova geração de ouro da Ucrânia, liderada por Rebrov, tem muito potencial. Os jogadores mais interessantes do elenco são treinados por alguns dos melhores técnicos da atualidade. A influência de Luis Enrique (Zabarnyi), Mourinho (Sudakov e Trubin) e Michel (Vanat e Tsygankov) estará presente neste playoff. Presença frequente na Eurocopa, a Ucrânia não disputa uma Copa do Mundo há 20 anos. Pela frente, terá uma das melhores equipes ofensivas da Europa: a Suécia. Jogador para ficar de olho: Tsygankov.
Suécia
Sem Isak, mas com Gyokeres. A seleção nórdica terminou em primeiro lugar na Liga C, conquistou a promoção e garantiu vaga nos play-offs. A nova geração ainda não deu o salto definitivo na seleção, e os jogadores só brilham em seus clubes, por incrível que pareça. O inglês Graham Potter fará sua estreia como treinador da seleção. Jogador para ficar de olho: Gyokeres.
Polônia
A Polónia já não é só Lewandowski e mais dez. O futebol polaco tem evoluído, e são cada vez menos os jogadores que permanecem na liga local sem se transferirem para outras ligas europeias. Uma das novidades na convocatória de Jan Urban é a presença do jovem Oskar Pietuszewski, que está em destaque no Porto. Jogador a observar: Robert Lewandowski.
Albânia
As 'Águias Negras' de Sylvinho nunca disputaram uma Copa do Mundo. Eliminaram a Sérvia nos play-offs e agora terão pela frente um adversário difícil, a Polônia. Em 15 confrontos entre as seleções, a Albânia venceu apenas duas vezes e empatou três. Jogador para ficar de olho: Muçi.
Dinamarca
A Dinamarca, liderada por Christian Eriksen, é sempre uma seleção a ser respeitada. Eliminou a Grécia nos play-offs ao vencê-la por 3 a 1 em casa, mas não conseguiu superar a Noruega na briga pela classificação direta. O futebol dinamarquês segue revelando cada vez mais talentos, e jogadores como Froholdt, Osula e Nartey, todos com menos de 21 anos, são prova disso. Jogador para ficar de olho: Eriksen.
Macedônia
A seleção da Macedônia do Norte é outra equipe 'esquecida' na corrida para a Copa do Mundo. Fundada em 1993, após a dissolução da Iugoslávia, a equipe de Goce Sedloski nunca venceu um play-off. Em 2022, chegou à final ao bater a Itália, mas perdeu a decisão para Portugal. Agora, entra nesta partida após uma derrota por 7 a 1 para o País de Gales em seu último jogo das eliminatórias. Jogador para ficar de olho: Dimitrievski.
República Tcheca
A República Tcheca sonha com a Copa do Mundo desde 2006. Já são mais de vinte anos sem uma das seleções mais míticas da Europa no torneio. Sem Cech nem Rosicky, quem lidera o caminho agora é Patrik Schick com seus gols. Sulc, do Olympique Lyonnais, também vive grande fase. Jogador para ficar de olho: Patrik Schick.
República da Irlanda
Os Boys in Green garantiram a classificação nos minutos finais após vencerem a Hungria. A equipe conta com dois atacantes formados no futebol inglês, Troy Parrott e Evan Ferguson, ambos com grande futuro na Europa. Parrott, inclusive, já marcou 28 gols nesta temporada. Seu faro de gol é um dos principais motivos para sonhar. Jogador a observar: Troy Parrott.
Nova Caledônia
Da 150.ª posição no ranking da FIFA, a Nova Caledónia está a dois jogos de escrever uma das histórias mais bonitas do futebol de seleções. O novo formato deu à Oceania uma vaga extra na Copa do Mundo, algo de que a equipa soube tirar proveito. Com poucos jogadores sob contrato profissional, o homem à frente será Angelo Fulgini, jogador do Lens recentemente naturalizado e atualmente emprestado na Arábia Saudita. Jogador a observar: Angelo Fulgini.
Jamaica
Os Reggae Boyz têm um dos projetos mais interessantes de toda a América Central. O elenco conta com jogadores de dupla nacionalidade jamaicana e inglesa que se destacam na Championship, todos liderados por Leon Bailey, principal nome da equipe e jogador do Aston Villa de Unai Emery. Jogador para ficar de olho: Leon Bailey.
República Democrática do Congo
A seleção africana disputou apenas uma Copa do Mundo, em 1974, mesmo ano em que conquistou a Copa Africana de Nações. Muita coisa mudou desde então, e o francês Sébastien Desabre conseguiu montar um elenco com muito talento em todos os setores. A equipe enfrentará o vencedor do duelo entre Nova Caledônia e Jamaica. Jogador para ficar de olho: Yoane Wissa.
Bolívia
A Bolívia chegou aos playoffs à frente de Chile, Peru e Venezuela. O peso de mais de 11 milhões de pessoas recai sobre os jogadores de Óscar Villegas. Sem a presença de Marcelo Moreno, maior artilheiro da história, que saiu da aposentadoria para lutar por uma vaga na Copa do Mundo, a equipe enfrentará o Suriname. Jogador para ficar de olho: Miguelito.
Suriname
O conflito político que quase deixou o Suriname fora do playoff já é passado. A equipe comandada por Henk ten Cate conseguiu montar um elenco com a naturalização de jogadores holandeses sem espaço nos Países Baixos, como Haps, Boëtius e Joël Piroe. Há também o ex-jogador de La Liga Sheraldo Becker. Jogador a observar: Joël Piroe.
Iraque
A seleção asiática garantiu vaga nos playoffs após superar os Emirados Árabes Unidos em confrontos de ida e volta. O Iraque disputou a Copa do Mundo de 1986 e conquistou a Copa da Ásia da AFC (2007) e a Copa do Golfo (2023). Quase todos os seus jogadores atuam na liga local ou no campeonato saudita. Jogador para ficar de olho: Attwan.