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Lionel Messi ganha até 80 milhões por ano no Inter Miami, incluindo uma participação societária única

A Copa do Mundo de 2026 está oficialmente a menos de 100 dias, e os Estados Unidos vivem um clima de euforia pelo futebol como nunca antes. Nesta semana, o epicentro dessa empolgação saiu dos gramados e chegou à 1600 Pennsylvania Avenue. O Inter Miami fez uma visita de destaque à Casa Branca para se encontrar com o presidente Donald Trump, em um momento que viralizou nas redes sociais quando Lionel Messi presenteou o comandante-em-chefe com uma camisa rosa personalizada número 10.

Curiosamente, esta visita acontece pouco depois da recente passagem de Cristiano Ronaldo pela capital, um sinal claro de que os dois maiores ícones do futebol mundial estão a abraçar plenamente os holofotes dos Estados Unidos. Com o país finalmente "pronto para a Copa do Mundo", fica evidente que Messi não está apenas jogando em Miami — ele está construindo um império.

O homem dos US$ 80 milhões: os detalhes da remuneração recorde de Messi no Inter Miami

Enquanto os torcedores veem os momentos de destaque em campo, são os números nos bastidores que realmente estão a redefinir o panorama do esporte na América do Norte. De acordo com dados salariais recentes da Associação de Jogadores da MLS, o impacto financeiro de Messi é impressionante.

O salário-base é de US$ 12 milhões, mas a chamada "remuneração garantida", que inclui bônus amortizados, chega a US$ 20,45 milhões. Para efeito de comparação, ele segue como o jogador mais bem pago da liga, com ampla vantagem sobre Son Heung-min, do LAFC, que recebe cerca de US$ 11,15 milhões em ganhos garantidos.

No entanto, o verdadeiro “divisor de águas” no contrato de Messi não é o salário-base, mas a participação acionária. O argentino assinou um acordo que inclui uma porcentagem de propriedade do Inter Miami, movimento que fez seu patrimônio líquido disparar junto com a valorização do clube.

Quando Messi chegou em 2023, a franquia era avaliada em cerca de US$ 585 milhões. Hoje, a Forbes estima esse valor em expressivos US$ 1,35 bilhão. Embora a dimensão exata de sua participação permaneça confidencial, estimativas indicam que a valorização desse ativo rende ao astro argentino pelo menos US$ 60 milhões por ano. Na prática, à medida que o clube cresce, a conta bancária de Messi também cresce, levando seus ganhos anuais totais para a faixa de US$ 80 milhões.

Renovação de Messi e participação acionária definem nova era com novo estádio

O momento da recente renovação de contrato de Messi, agora válida até a temporada 2028-29, não é coincidência. Ela se alinha perfeitamente à mudança do clube para sua histórica nova casa, o Miami Freedom Park. Segundo relatos, Messi renovou justamente para fazer parte da temporada inaugural do moderno estádio, garantindo que continue sendo o rosto da franquia na transição de Fort Lauderdale para o coração de Miami.

O que torna este acordo único na história do desporto é a forma como ele se concretiza. Ao contrário dos contratos tradicionais de jogadores, que terminam ao apito final, a participação societária de Messi só é "ativada" após a sua aposentadoria. Isso garante que, mesmo depois de encerrar a carreira como jogador, ele continuará a ser um dos principais proprietários, ao lado de Jorge Mas, Jose Mas e David Beckham.

Ao garantir o seu futuro até o fim da década, Messi deixou de ser apenas uma superestrela global para se tornar um pilar permanente da economia esportiva americana. Para os torcedores, isso significa pelo menos mais duas temporadas acompanhando o "GOAT" com a camisa rosa antes de ele assumir definitivamente um papel na diretoria.

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