Momentos decisivos de Sesko contestam a pressa em julgar contratações milionárias
Benjamin Sesko não é a única contratação de peso da última janela de verão a ter um início lento nesta temporada.
Nick Woltemade, Xavi Simons, Florian Wirtz e Viktor Gyokeres foram alvo de críticas, embora a dupla final tenha recuperado alguma forma recentemente.
Da mesma forma, os reforços ‘já testados na Premier League’ Yoane Wissa e Anthony Elanga ficaram aquém das expectativas, enquanto Alexander Isak se tornou um tema incômodo no Liverpool.
Não surpreende, então, que o início de Sesko não tenha sido tão explosivo quanto se esperava. Uma taxa de £74 milhões eleva a expectativa, mas ele segue sendo um avançado que só fará 23 anos no verão. Talento, sem dúvida. Ainda em bruto, certamente.
As aparições recentes deram uma amostra do que pode ser o futuro. Sesko soma apenas 61 minutos em campo nos cinco jogos de Michael Carrick no comando. Ainda assim, em duas ocasiões salvou a sua equipa: marcou nos acréscimos para garantir a vitória sobre o Fulham e, esta semana, voltou a marcar já no fim para resgatar um ponto contra o West Ham. Duas finalizações brilhantes.
"É uma finalização inacreditável. Daquele ângulo, conseguir bater assim e colocar no alvo foi uma grande conclusão", exaltou Carrick após o empate com o West Ham.
"Ele é capaz disso. Mas não é como se tivesse surgido do nada: ele já provou que faz gols, e faz isso nos treinos. O último [contra o Fulham] vai lhe fazer muito bem, mas foi um grande momento para ele e para nós."
Agora já são cinco gols nas últimas seis partidas do esloveno, a maioria saindo do banco. Aos 22 anos, Sesko ainda é um diamante bruto, mas tem um faro de gol instintivo que não se ensina. Se o Manchester United conseguir lapidar seu jogo, terá em mãos uma joia de verdade.
Poucos futebolistas estão totalmente prontos na idade de Sesko, e menos ainda se adaptam de imediato a uma nova liga. Mais raro ainda é conseguir isso com a camisa do Manchester United, que tem pesado sobre jogadores muito mais experientes do que a contratação do verão.
Talvez os lampejos contra Fulham e West Ham rendam a Sesko um pouco de paciência, um bem cada vez mais raro na Premier League. A cultura do cancelamento já foi muito além dos escândalos de celebridades e chegou ao futebol, onde a marcação de pontos tribalista virou um esporte nas redes sociais. Comentaristas, mídia e torcedores nos estádios deveriam saber disso melhor do que ninguém.
O papel de super-sub de Sesko não garante sucesso duradouro em Old Trafford, mas os lampejos devem, ao menos, lhe dar algum crédito.