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As cinco piores contratações da história do FC Barcelona que deram pesadelos aos culés

Durante décadas, o FC Barcelona foi reconhecido por formar algumas das maiores equipes da história do futebol. O clube espanhol revelou lendas como Lionel Messi e dominou a Europa com seu estilo de jogo característico.

Apesar do sucesso, o Barcelona também cometeu vários erros dispendiosos no mercado de transferências. Diversas contratações de alto custo não corresponderam às expectativas e, em alguns casos, contribuíram para as dificuldades financeiras do clube nos últimos anos. Um dos negócios mais enigmáticos ocorreu em 2020, quando o Barcelona contratou Miralem Pjanić junto à Juventus.

A transferência levantou dúvidas imediatas, já que o meio-campista bósnio tinha 30 anos e vinha dando sinais de declínio nas duas temporadas anteriores. O negócio esteve diretamente ligado a outro acordo em que o Barcelona enviou Arthur Melo à Juventus. As duas operações foram amplamente vistas como manobras contábeis para ajudar ambos os clubes a equilibrar as finanças, e não para fortalecer as equipes em campo. Nenhum dos jogadores teve grande impacto após a troca. Pjanić teve dificuldades para se firmar no meio-campo do Barcelona e acabou emprestado ao Beşiktaş J.K., enquanto a Juventus acabou levando vantagem no acordo.

Um brasileiro de alto perfil que não conseguiu se encaixar

Outra grande decepção foi Philippe Coutinho, contratado pelo Barcelona junto ao Liverpool em 2018 por 121 milhões, mais bônus. O brasileiro era visto como peça-chave para suprir a lacuna criativa deixada pela saída de Neymar para o Paris Saint-Germain em uma transferência recorde. No entanto, Coutinho teve dificuldades para encontrar um papel consistente na equipe, com suas posições preferidas frequentemente se sobrepondo às de Messi, o que limitou seu impacto em campo.

Um período de empréstimo ao FC Bayern de Munique na temporada 2019-20 teve resultados mistos, e o regresso a Barcelona pouco fez para mudar a perceção de que a operação tinha sido um erro dispendioso. No verão seguinte, o Barcelona voltou a assumir um risco elevado ao contratar Antoine Griezmann ao Atlético de Madrid por 120 milhões. Do ponto de vista tático, a transferência pareceu problemática desde o início. As qualidades de Griezmann como segundo avançado levavam-no frequentemente às mesmas zonas do campo ocupadas por Messi, obrigando-o por vezes a atuar fora da sua posição natural.

O atacante francês nunca se adaptou totalmente ao sistema e teve um rendimento modesto considerando o valor investido. Em duas temporadas, marcou 21 gols na liga e apenas quatro na Liga dos Campeões da UEFA. Durante sua passagem, o Barcelona não conquistou nem La Liga nem a Champions, e acabou devolvendo o jogador ao Atlético de Madrid em 2021, com uma perda financeira significativa.

Um jogador icónico que não conseguiu encontrar o ritmo

Mais de uma década antes, o Barcelona concluiu outra transferência controversa ao contratar Zlatan Ibrahimovic junto ao Inter de Milão em 2009. O negócio custou cerca de 68 milhões e também envolveu a ida do atacante Samuel Eto'o para o Inter. Apesar de números respeitáveis — 21 gols em 45 jogos — e de ter ajudado o Barcelona a conquistar a La Liga e outros troféus, a relação de Ibrahimovic com o técnico Pep Guardiola deteriorou-se rapidamente.

Com Messi assumindo o papel de falso nove, Ibrahimovic perdeu espaço no time titular. A situação ficou ainda mais dolorosa para o Barcelona quando Eto’o ajudou a Inter a eliminá-los nas semifinais da Liga dos Campeões naquela mesma temporada. Após apenas um ano na Espanha, Ibrahimovic foi transferido para o AC Milan por um valor que acabou chegando a cerca de 24 milhões, bem abaixo do que o Barcelona havia investido.

O exemplo mais emblemático das dificuldades do Barcelona no mercado de transferências nesse período pode ser Ousmane Dembélé. O extremo francês chegou do Borussia Dortmund em 2017 por 105 milhões, com bónus potenciais que podiam elevar o valor total para perto de 145 milhões. O Barcelona procurava um substituto para Neymar e tinha acabado de receber uma taxa de transferência recorde pelo brasileiro, o que deu ao Dortmund vantagem nas negociações.

Dembélé mostrou grande potencial em França, ao serviço do Stade Rennais FC, e na Alemanha, com o Dortmund, mas a sua passagem por Espanha foi repetidamente interrompida por lesões. Os problemas físicos impediram-no de manter de forma consistente o nível esperado de um jogador contratado por um valor tão elevado. Para agravar a desilusão, saiu do clube em 2022 numa transferência Bosman, o que significou que o Barcelona não recuperou qualquer parte do investimento inicial.

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