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5 camisas que marcaram a carreira de Ronaldo Nazário

Nossa série sobre uniformes icônicos continua com Ronaldo Nazário, cuja carreira vitoriosa o viu vestir algumas das camisas mais memoráveis de todos os tempos.

Dono de um dos auges mais altos da história do futebol, Ronaldo Nazário é considerado um dos maiores de todos os tempos, mesmo após a série de lesões que marcou sua carreira.

No auge, Ronaldo parecia irreal. Quase de outro planeta. Velocidade, habilidade e força. Era o pacote completo. Tentando fugir dos clichês do futebol brasileiro, era um jogador de rua no palco mundial. Talento puro.

A carreira dele pode ser dividida em capítulos: fenômeno adolescente, superastro global e ícone marcado por lesões. A trajetória de Ronaldo foi uma montanha-russa e, embora eu me recuse a reduzi-la a um insulto, sua queda acentuada fez com que o apelido “Ronaldo Gordo” o acompanhasse por toda parte.

Para quem entende de futebol, Ronaldo é um dos maiores da história, e nem lesões no joelho ou ganho de peso mudam isso. Ao longo da carreira, ele também vestiu camisas marcantes, cada uma delas símbolo de uma fase importante da sua trajetória. Do PSV ao Real Madrid, a carreira de Ronaldo através das suas camisas.

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Ronaldo chegou à Europa como uma joia ainda pouco conhecida, vindo do Cruzeiro, onde havia marcado 44 gols em 47 partidas em todas as competições. O que aconteceu depois mostra que “chegou” é até pouco. Talvez o mais certo fosse dizer que ele “explodiu”, ao se apresentar ao cenário europeu com 35 gols em 36 jogos em sua primeira temporada pelo clube holandês. Na temporada seguinte, ainda marcou 19 vezes em 21 partidas. Um artilheiro prolífico.

O uniforme ficou gravado na memória de todos no futebol. Tornou-se uma camisa cult por causa de Ronaldo. Uma bela releitura do clássico modelo dos anos 1990, com listras vermelhas e brancas, gola com botões e o logotipo adidas por extenso. Linda.

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Foto de Andreas Rentz/Bongarts/Getty Images

Esta é considerada uma das maiores temporadas individuais de todos os tempos: 47 gols em 49 jogos em todas as competições bastaram para colocar Ronaldo nos livros de história. Em sua única temporada com o gigante catalão, ele conquistou a Copa do Rei, a Supercopa da Espanha e a Recopa da UEFA. Mas sua passagem pelo Barcelona não se resumiu aos títulos: foram a força, a velocidade e a técnica que encantaram o mundo.

Contratado pelo clube por uma taxa recorde mundial de US$ 19,5 milhões, ele justificou cada centavo. Num gol contra o Compostela que ainda hoje é lembrado, recebeu a bola no próprio campo, arrancou sozinho e marcou, para a alegria e a incredulidade do técnico Bobby Robson. As câmeras flagraram Robson com as mãos na cabeça, como quem dizia: “O que foi que eu acabei de ver?!”

Este uniforme também ficou marcado na história. Um clássico de Barcelona e Kappa, peça de culto para muitos.

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Foto de Ben Radford/Allsport/Getty Images/Hulton Archive

Por mais uma taxa recorde mundial, Ronaldo trocou o Barcelona pela Inter por US$ 27 milhões, tornando-se o segundo jogador, depois de Diego Maradona, a bater duas vezes o recorde mundial de transferência. Na Inter, ele realmente se transformou no atacante mais temido do mundo. Chegou a uma liga com alguns dos melhores defensores e, ainda assim, marcava com facilidade. Campeão da Taça UEFA. Vencedor da Bola de Ouro. Estava em ascensão.

No entanto, foi na sua passagem pela Inter que as lesões começaram a cobrar seu preço. Tendões rompidos, problemas graves nos joelhos. A carreira passou a ser prejudicada por lesões sérias, e ele ficou fora de toda a temporada 2000-01.

Esta camisa, porém, é uma das primeiras que vêm à mente. A imagem de Il Fenomeno comemorando um gol, com o dedo apontado, é sinônimo de futebol. Ficou gravada para sempre na memória de todos e na história do jogo.

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Foto de Andreas Rentz/Bongarts/Getty Images

Ronaldo é bicampeão da Copa do Mundo. Ganhou uma medalha no Mundial de 1994 ainda adolescente, embora não tenha jogado, mas em 2002 foi o grande protagonista. Um dos principais motivos pelos quais este uniforme se tornou tão conhecido foi o título do Brasil, mas também algo que muitos imitaram por muito tempo: seu corte de cabelo. A franja peculiar com a cabeça raspada virou ícone.

O que tornou isso ainda melhor foi o fato de ele quase não ter jogado antes do torneio, ficando fora de toda a fase de qualificação. Depois, marcou contra todas as seleções, exceto a Inglaterra nas quartas de final. E o corte de cabelo? Não foi apenas mais um gesto de ego de um jogador muito bem pago, não. Foi uma jogada tática para desviar a atenção da mídia de sua lesão. Inteligente.

A camisa em si é icônica: o belo uniforme do Brasil, símbolo da cultura do início dos anos 2000. Os fãs de streetwear adoram a peça — e também Ronaldo.

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Foto de Martin Rose/Bongarts/Getty Images

Joia da coroa dos Galácticos, Ronaldo se transferiu para o Real Madrid após o triunfo na Copa do Mundo e voltou à Espanha como um ícone global. Pelo Los Blancos, certa vez recebeu aplausos de pé da torcida do Manchester United após marcar um hat-trick contra os ingleses na Liga dos Campeões antes de ser substituído aos 67 minutos.

Sua passagem pelo Real Madrid foi produtiva em termos de gols, mas terminou cercada por dúvidas sobre sua forma física e seu peso. A contratação de Ruud van Nistelrooy em 2006 certamente não ajudou.

De qualquer forma, este uniforme marca um capítulo importante em sua carreira. O logo da Siemens e o kit todo branco são icônicos, assim como ele.

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