Leeds se pronuncia sobre a reação da torcida após breve pausa pelo Ramadã
Clube inicia revisão após vaias em Elland Road

Leeds comenta reação da torcida após breve pausa para o Ramadã
O Leeds United criticou setores de sua torcida após vaias durante uma breve pausa do Ramadã na partida da Premier League contra o Manchester City.
O Leeds United manifestou forte decepção depois de alguns adeptos terem vaiado durante uma pausa no jogo destinada a permitir que jogadores muçulmanos quebrassem o jejum do Ramadã.
O incidente ocorreu durante a partida da Premier League contra o Manchester City, no sábado. O árbitro interrompeu o jogo aos 13 minutos para permitir que os jogadores em observância do Ramadã comessem e bebessem ao pôr do sol, conforme o protocolo da liga.
Apesar da interrupção ter durado cerca de um minuto, fortes vaias foram ouvidas em setores da torcida da casa enquanto os jogadores permaneciam próximos à linha lateral.
– Segunda-feira, 2 de março de 2026
O Leeds United respondeu pouco depois do jogo com um comunicado oficial divulgado pela BBC.
O clube descreveu a reação como "decepcionante" e confirmou que o incidente está agora sob análise. O Leeds acrescentou que está a avaliar possíveis medidas para garantir que situações semelhantes não voltem a acontecer no futuro.
O clube sublinhou que Elland Road deve ser um espaço onde todos os jogadores se sintam respeitados, independentemente da sua origem ou crença.
A Premier League autoriza os árbitros a interromperem brevemente os jogos ao pôr do sol durante o Ramadã, permitindo que jogadores em jejum façam a quebra do jejum com segurança. O protocolo vem sendo aplicado regularmente nas últimas temporadas e vale para todos os clubes.
Durante a partida entre Leeds e City, os telões do estádio exibiram o motivo da paralisação, informando que a pausa estava relacionada ao Ramadã.
Sábado, 28 de fevereiro de 2026
A reação do público foi amplamente criticada. O grupo antidiscriminação Kick It Out classificou as vaias como “profundamente decepcionantes”, afirmando que o episódio mostra que o futebol ainda precisa de mais educação sobre religião e inclusão.
O técnico do Manchester City, Pep Guardiola, também abordou o tema, apelando ao respeito pela religião e pela diversidade nos estádios de futebol.