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Mensagem forte de Ángel Di María sobre voltar a jogar ao lado de Lionel Messi na Copa do Mundo de 2026

Lendas fazem falta. Após Ángel Di María anunciar a aposentadoria da seleção depois de conquistar a Copa América pela segunda vez consecutiva em 2024 com a Argentina, torcedores lançaram uma campanha para que ele dispute sua última Copa do Mundo.

'El Fideo' fez parte do grupo que conquistou o título mundial no Catar em 2022, com gols decisivos para a campanha. Agora, os torcedores da Albiceleste querem seu retorno, mas ele já tomou sua decisão.

Recado direto de Di María sobre um possível retorno à seleção

O maior evento do futebol, que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá entre 11 de junho e 19 de julho, terá uma ausência de peso: 'Angelito' Di María.

Ao afirmar que sentia ter "concluído um ciclo" com a Albiceleste, decidiu abrir espaço para novas estrelas, mas o carinho e o fanatismo são tão grandes que os argentinos pedem seu retorno.

Aos 38 anos, ele segue defendendo o Rosario Central, clube de sua cidade natal, atuando ainda em nível de elite e em ótima forma física. Em entrevista à rádio argentina Urbana Play 104.3 FM, admitiu: "Nunca pensei que chegaria aos 38 assim."

No entanto, Di María também confirmou que não disputará a Copa do Mundo de 2026. “Estou tranquilo. Sei o que as pessoas estão dizendo”, reconheceu Ángel. “Vejo muitos dos rapazes, às vezes escrevo para alguns deles e eles me dizem a mesma coisa quando posto fotos, quando faço gols ou qualquer outra coisa. Mas estou tranquilo, estou bem. Sou decisivo, continuo o mesmo, continuo o mesmo”, afirmou, em declarações ao Olé.

Ele também recordou que a vontade de se aposentar da seleção argentina surgiu após a conquista da Copa do Mundo no Catar, em 18 de dezembro de 2022, quando venceram a França na final, embora na época ainda não tivesse certeza: “Não saí porque fui campeão da última Copa América. Eu ia sair na Copa do Mundo porque sentia que tinha encerrado um ciclo, e aí os caras começaram a dizer: ‘Não, não, não…’”, explicou.

Por outro lado, durante a entrevista, o ex-jogador da Juventus relembrou o período em que Lionel Scaloni não o convocou. "Ele sentia que quem estava na minha posição colocava muita pressão sobre ele, porque sabia que eu ficaria no banco e entraria no lugar de alguém que era titular", afirmou.

Claro, ele também reconheceu que "estar na seleção é a melhor coisa que existe" e que "não há nada acima disso", por isso não se importaria em ficar no banco se fosse necessário e, da mesma forma, deixou a porta aberta ao admitir que "sempre é possível voltar, essa é a realidade".

No entanto, o espírito e a convicção de Di María em dar oportunidade "àqueles que vêm depois dele" chamam a atenção. O atacante falou sobre os jovens jogadores que chegaram à Albiceleste antes do maior torneio do futebol e relembrou a própria experiência: "Aconteceu comigo: quando chegam competições tão importantes como a Copa do Mundo ou a Copa América, você precisa ter minutos em campo, precisa ter essa bagagem para se sentir bem. E, quando você está lá, às vezes acaba tirando essa oportunidade de quem vem atrás, e isso não é legal. Na minha opinião, não é legal", afirmou.

Por sua vez, a Argentina disputará mais uma Copa do Mundo, desta vez sem Di María, que atuou em quatro edições: 2010, 2014, 2018 e 2022.

Agora, a equipe buscará defender o título no Grupo J, ao lado de Áustria, Argélia e Jordânia. A estreia será contra a Argélia na terça-feira, 16 de junho, seguida do confronto com a Áustria na segunda-feira, 22 de junho, e com a Jordânia na sexta-feira, 26 de junho.

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