Finalissima em dúvida após suspensão no Qatar provocar busca por nova sede; Miami surge como opção com Messi
A Finalíssima entre Espanha e Argentina, marcada para 27 de março em Lusail, em Doha, está em dúvida após os bombardeios ao Irã por Israel e Estados Unidos, e a Associação de Futebol do Catar suspender todas as competições.
A partida está a ser organizada pelo Comitê Supremo do Qatar, que havia concordado em organizar e pagar ambas as seleções pela Finalissima e por um amistoso da Espanha contra o Egito no mesmo estádio. Sem uma cláusula que cubra ataques militares, o Qatar pode evitar o pagamento caso o jogo não seja realizado em Doha.
UEFA e CONMEBOL retomaram as conversas na segunda-feira para avaliar se a partida será mantida no Catar ou transferida, com a segurança dos jogadores como prioridade. O futuro do jogo depende de quem financiaria o evento em caso de mudança, e Miami surgiu como a primeira alternativa, com a presença de Lionel Messi considerada crucial para os patrocinadores.
A federação espanhola trabalha com uma estimativa de cerca de 10 milhões de euros em receitas esperadas e pretende salvaguardar o máximo possível. A Espanha é vista como mais disposta a jogar do que a Argentina, com Lionel Scaloni cauteloso em enfrentar a equipa de Luis de la Fuente tão perto do Mundial. Londres, Madrid, Roma e Paris também foram apontadas como potenciais sedes.
“Sabemos que as negociações estão em andamento. Como não pode ser disputada no Catar, a solução é encontrar outro local para a Finalíssima com a Argentina”, disse Luis de la Fuente à Radio Nacional.
Se for disputada, esta será a quarta edição do evento. A Argentina venceu duas das três até agora, a mais recente com um triunfo por 3 a 0 sobre a Itália em Wembley, em 2022, após a competição ser retomada das edições de 1985 e 1993. Em 1985, a França venceu o Uruguai por 2 a 0, e em 1993 a Argentina derrotou a Dinamarca nos pênaltis por 5 a 4, após empate em 1 a 1, quando o torneio era conhecido como a Copa Artemio Franchi.
Fonte: El Periódico Mediterráneo