Joan Laporta volta a dar uma alfinetada indireta em Lionel Messi, e torcedores do Barcelona não gostam
Joan Laporta voltou ao centro das atenções após declarações que muitos torcedores interpretaram como uma indireta a Lionel Messi. O presidente reeleito do Barcelona destacou os nomes históricos do clube e sua visão de longo prazo, mas o tom reacendeu o debate entre torcedores que seguem muito protetores do legado de Messi.
Laporta, reeleito até 2031 após vencer o rival Víctor Font com expressivos 68,18% dos votos, inicia o novo mandato com forte apoio dos sócios do clube.
Sua vitória contundente refletiu a confiança em sua liderança, apesar das controvérsias persistentes ligadas a decisões do passado, especialmente a saída de Messi em 2021 e a tentativa frustrada de trazê-lo de volta em 2023.
Após vencer a votação, Laporta reiterou que a ligação de Messi com o Barcelona segue intacta e afirmou que o atacante estará sempre ligado ao clube em qualquer função que escolher.
"Leo estará ligado ao Barcelona da forma que quiser", disse Laporta à TV3.
No entanto, sua ênfase em outras lendas e em comparações históricas foi interpretada por alguns como uma forma de redefinir a identidade do clube para além de seu ícone mais recente. Essa nuance não passou despercebida pelos torcedores, muitos dos quais ainda associam diretamente a era de ouro moderna do clube às contribuições de Messi.
Laporta manifestou admiração por Johan Cruyff e o definiu como o maior jogador da história do futebol. Embora a declaração tenha sido uma homenagem a uma das figuras mais influentes do Barcelona, ela gerou debate devido aos feitos extraordinários de Messi no clube.
O contraste entre eras tornou-se um tema recorrente sempre que o legado do Barcelona é debatido publicamente.
O legado de Messi segue no centro do debate em Barcelona
É difícil exagerar o impacto de Messi no Barcelona. Em 778 partidas, ele marcou 672 gols e teve papel decisivo em um período de domínio nacional e sucesso europeu.
Mesmo após sua saída, sua presença continua a influenciar as discussões sobre a identidade, as ambições e a direção da liderança do clube.
A campanha eleitoral teve o nome de Messi citado repetidamente. O ex-treinador do Barcelona, Xavi Hernández, criticou abertamente Laporta e o acusou de administrar mal a situação em torno da tentativa de retorno de Messi em 2023.
Enquanto isso, Font pediu a Messi que se manifestasse sobre o assunto, mas o atacante argentino optou por permanecer em silêncio durante toda a disputa política.
Apesar da controvérsia, Laporta tem insistido que a relação com Messi continua respeitosa. Ele chegou a sugerir que o clube homenageie o jogador com uma partida tributo e uma estátua, colocando-o ao lado de nomes como Johan Cruyff e Ladislao Kubala, que já têm status icônico na estrutura do clube.
As reações dos torcedores às últimas declarações de Laporta mostram o peso emocional que Messi ainda tem na comunidade do Barcelona. Enquanto o presidente parece concentrado em construir uma narrativa voltada para o futuro em seu mandato, os adeptos continuam a medir o presente e o futuro do clube pelo legado deixado por um dos maiores jogadores da história do futebol.