James Rodríguez está com problemas com o ICE de Trump? O forte alerta envolvendo o colombiano nos EUA
O que deveria ser o início de um capítulo dourado para James Rodríguez na Major League Soccer (MLS) transformou-se, em poucas horas, em um debate jurídico e migratório de alto risco. Após sua recente contratação pelo Minnesota United, uma nuvem de incerteza paira sobre o astro colombiano. O renomado analista Carlos Antonio Vélez soou o alerta com uma afirmação direta: James pode enfrentar problemas com o Immigration and Customs Enforcement (ICE) se não regularizar imediatamente sua situação.
A origem da controvérsia: treinar sem visto?
A controvérsia surgiu durante a transmissão do programa Palabras Mayores, na Antena 2. Segundo Vélez, apesar de James já estar nos Estados Unidos e ter sido apresentado com grande destaque pelo seu novo clube, ele ainda não possui o visto de trabalho P1 necessário para exercer legalmente a sua profissão no país.
"James Rodríguez ainda não recebeu o visto de trabalho e não pode treinar sem ele. O campeonato começa neste sábado", alertou Vélez.
O ponto central do alerta de Vélez está na distinção entre estar fisicamente nos Estados Unidos e exercer atividades de trabalho. “Ele tem um visto de turista; não pode trabalhar e, se trabalhar, a ICE pode aparecer. Isso não é brincadeira, especialmente naquela região e em todo os Estados Unidos. Não se pode trabalhar em lugar nenhum sem a documentação adequada”, afirmou o jornalista, destacando que até sessões oficiais de treino com a equipe podem ser interpretadas como violação das leis de imigração se realizadas com visto de turista ou sem a autorização correta.
A sombra do ICE e as consequências legais
A menção ao ICE (Immigration and Customs Enforcement) não é um detalhe menor. Nos Estados Unidos, as leis de imigração são rigorosas no que diz respeito a atletas de elite. Caso um estrangeiro exerça atividades remuneradas ou relacionadas a trabalho sem autorização, pode enfrentar sanções que vão do cancelamento do visto atual à deportação e a uma proibição de reentrada no país por vários anos.
Para um jogador que tem como objetivo a Copa do Mundo de 2026 — marcada para ser disputada nos Estados Unidos, México e Canadá — um problema jurídico dessa magnitude seria catastrófico. Além de afetar seu futuro no Minnesota United, poderia colocar em risco sua participação no torneio mundial pela seleção colombiana.
Estreia adiada
Este problema administrativo surge no pior momento possível. A temporada da MLS está prestes a começar, e o Minnesota United contava com James como a principal referência para a estreia. No entanto, se o processo de visto não for resolvido nas próximas horas, a comissão técnica liderada por Cameron Knowles será obrigada a deixá-lo fora da equipe para evitar sanções ao clube e ao jogador.
James, por sua vez, tem tentado se manter afastado da controvérsia midiática. Recentemente, em entrevista ao The Athletic, o meia afirmou que as críticas são o seu "combustível" para render em campo. No entanto, neste caso, o obstáculo não é atlético nem físico, mas estritamente burocrático.
Má gestão ou procedimento de rotina?
Especialistas em direito migratório esportivo apontam que atrasos desse tipo são relativamente comuns na MLS devido aos rígidos controles no período pós-pandemia. No entanto, o Vélez questiona a suposta negligência na condução do processo, que permitiu ao jogador participar das atividades da equipe antes de receber o "sinal verde" do Departamento de Estado.
Até o momento, nem o Minnesota United nem o círculo oficial de James Rodríguez se pronunciaram para negar a ausência do documento. Enquanto isso, o público colombiano acompanha com preocupação mais um capítulo de incerteza sobre o futuro de seu maior ícone do futebol — desta vez longe dos gramados e sob o olhar das autoridades de imigração dos Estados Unidos.