É possível parar Lionel Messi? Seu ex-companheiro de Barcelona revela como conseguiu
Parar uma força como Lionel Messi é quase impossível, e ele infernizou muitos adversários sempre que teve a bola nos pés. No entanto, seus companheiros de equipe não foram exceção.
Ex-zagueiro do Barcelona, Martín Montoya dividiu o vestiário com Messi na era de ouro do clube; ambos saíram de La Masía. Ainda assim, ele revelou a única vez em que parar Messi "foi fácil".
Messi, imparável?
Martín e Leo jogaram juntos no Barça por cinco temporadas, entre 2010 e 2015, conquistando vários títulos, incluindo a tríplice coroa de 2014-15 (La Liga, Copa do Rei e Liga dos Campeões da UEFA), e dividiram o gramado em 46 partidas oficiais, segundo dados do Transfermarkt.
Recentemente, em 24 de março de 2026, Montoya anunciou sua aposentadoria do futebol profissional em entrevista ao jornalista Rodrigo Rea, mas também aproveitou para relembrar sua experiência ao lado da estrela argentina no clube catalão, desde os primeiros dias.
"Você é promovido ao time principal e vê todas aquelas superestrelas, especialmente Messi. Na minha opinião, o melhor jogador da história. Ele é uma pessoa fantástica e um jogador fenomenal", disse o ex-zagueiro.
Martín seguiu elogiando Lionel, destacando não só o talento, mas também o caráter e a humildade: "Ele melhorava o seu dia, ajudava você... é muito acessível. No fim, ele também passou pelas categorias de base e sabia como era ser promovido, ter de ajudar os jogadores mais jovens. Era apenas mais um do grupo", afirmou.
No entanto, durante a conversa, ele também destacou como era enfrentá-lo como adversário quando jogava pelo Valencia ou defendia as cores do Real Betis. E não era nada fácil: "É impossível tirar a bola dele; ele vai para qualquer lugar", disse Montoya.
"Mas vou te dizer uma coisa: para mim era mais 'fácil' quando Leo puxava para dentro. Eu jogava como lateral, e ele vinha da direita para o centro. Ali, eu tinha a ajuda dos meio-campistas e do zagueiro para fazer a cobertura", revelou. Mas também admitiu: "O difícil era quando ficávamos no um contra um pela ponta."
A confissão do agora ex-zagueiro não é a primeira nem a única de um ex-companheiro e rival de Leo, mas apenas reforça o legado do campeão mundial, reconhecido pelo controle de bola, pela mudança de ritmo e por uma capacidade de drible que o torna único.