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Harry Wilson tem o destino ideal de volta a Merseyside... só que não no Liverpool

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Em matéria de quase golos, poucos lances chamam tanto a atenção quanto a tentativa de Harry Wilson contra a Bósnia e Herzegovina. A cerca de 16 metros, no canto da área, o remate parecia improvável. Mas Wilson ajeitou para bater de pé esquerdo, com uma curva precisa, em termos do golfe.

A queda e a curva da bola foram impressionantes, mas saíram um instante tarde demais para entrar junto à trave. Foi o tipo de finalização que virou marca registada de Mohamed Salah.

Talvez por isso alguns torcedores do Liverpool defendam a volta de Wilson quando, ao que tudo indica, ele ficar livre no mercado ao fim da temporada. Não seria uma má ideia.

Wilson viveu momentos contrastantes pelo País de Gales na semifinal do play-off, em Cardiff. A bola na trave foi o principal lance de um primeiro tempo truncado, e depois ele desperdiçou uma grande chance na prorrogação, embora o corte de cabeça de Tarik Muharemovic tenha sido algo especial.

Wilson parecia arrasado, mas recuperou a compostura para converter o primeiro pênalti do País de Gales na disputa. Teve coragem e técnica.

Fora da Copa do Mundo, Wilson agora pode voltar totalmente sua atenção para a decisão sobre o futuro. O jogador de 29 anos ainda pode permanecer no Fulham, mas essa possibilidade parece cada vez mais improvável, sobretudo porque o futuro de Marco Silva, seu técnico e grande apoiador, segue incerto.

Mas Wilson enfrenta um dilema. No auge da carreira, ele soma 11 gols e sete assistências em 34 partidas pelo Fulham nesta temporada.

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Visto de perto em Cardiff, ficou claro que ele ganhou força, sem se intimidar diante de um teste muito físico contra um adversário implacável. Ele ainda se saiu bem nas disputas aéreas. Em termos simples, Wilson amadureceu e se tornou um excelente jogador completo.

“Às vezes, algo simplesmente encaixa em um jogador”, disse o técnico da seleção, Craig Bellamy. E isso aconteceu com Wilson, razão pela qual esta próxima etapa de sua carreira lhe traz esse dilema.

Se o Liverpool demonstrasse interesse, seria tentador. Mas Wilson passou oito anos como profissional no clube de infância e não disputou um único minuto na Premier League pelo Liverpool.

Isso certamente deixará marcas. Salah está de saída, mas haverá muitas opções para ocupar seu lugar jogo a jogo. Por isso, seria perfeitamente compreensível se Wilson decidisse que o Everton é um destino ideal.

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Haveria mais garantias de titularidade, e o seu perfil agradaria a David Moyes. O Everton ainda pode garantir uma vaga nas competições europeias da próxima temporada — até mesmo na Liga dos Campeões — e, em Merseyside, cresce a sensação de que uma nova e ousada era azul está começando em sua nova casa.

O interesse do Everton surgiu no fim da janela de transferências de janeiro e deve aumentar caso sejam rejeitadas quaisquer tentativas de última hora do Fulham para manter Wilson. Haverá muitos interessados, e o Aston Villa estará entre eles.

Mas, se ele realmente decidir deixar o Fulham — onde, é preciso dizer, tem parecido muito feliz —, um retorno a Merseyside parece ser o cenário ideal. Desta vez, porém, para o outro lado da cidade.

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