Guadalajara não é a única sede em risco para a Copa do Mundo de 2026
Com apenas alguns meses até o início da Copa do Mundo da FIFA de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá, o drama em torno do torneio continua a aumentar.
Enquanto surgem dúvidas sobre a realização de jogos em Guadalajara devido à instabilidade em curso no México, o foco também se volta para os Estados Unidos, onde algumas das partidas mais aguardadas do torneio — incluindo confrontos com Inglaterra e Escócia — correm o risco real de serem canceladas ou transferidas por causa de um impasse de financiamento em Massachusetts.
O Gillette Stadium, em Foxborough, Massachusetts — temporariamente chamado de Boston Stadium durante a Copa do Mundo — está programado para receber sete partidas, incluindo o confronto da Inglaterra contra Gana em 23 de junho, além dos jogos da Escócia contra Haiti e Marrocos.
No entanto, o conselho municipal de Foxborough recusou-se a emitir a licença de entretenimento necessária para estes jogos, a menos que cerca de US$ 7,8 milhões em financiamento para a segurança sejam garantidos antecipadamente. As autoridades locais salientam que receber eventos desta dimensão equivale a organizar sete Super Bowls em apenas 39 dias e afirmam não estar dispostas a assumir o risco financeiro sem reembolso confirmado.
O membro do conselho Bill Yukna enfatizou: "Pode parecer que Foxborough está sendo o vilão da história, mas não é o caso. Tudo o que estamos tentando fazer é proteger nossos cidadãos."
O impasse ameaça interromper as viagens e o planejamento de milhares de torcedores que já garantiram voos, hospedagens e ingressos para as partidas.
A FIFA e os organizadores locais enfrentam agora um desafio urgente para garantir financiamento ou identificar locais alternativos, num processo que pode gerar amplas complicações logísticas para equipas, meios de comunicação e adeptos. O prazo é apertado: as licenças precisam de ser resolvidas até meados de março para evitar que os jogos sejam comprometidos.
Fan zones e festivais também enfrentam turbulências
As complicações vão além dos estádios. Na região de Nova York/Nova Jersey, os planos para um grande Fan Festival no Liberty State Park — concebido como um centro para transmissões ao vivo e eventos comunitários — foram cancelados. Autoridades citaram o custo proibitivo de gerir multidões massivas mantendo o acesso para os moradores locais.
Os ingressos para o primeiro jogo no MetLife Stadium entre México e África do Sul já estavam esgotados, deixando muitos torcedores decepcionados.
Para lidar com a situação, as autoridades de Nova Jersey estão a criar várias fan zones menores e áreas comunitárias de exibição em todo o estado, com o objetivo de espalhar o clima da Copa do Mundo.
Esta abordagem permitirá aos adeptos celebrar o torneio, reduzindo a pressão sobre um único local e minimizando os riscos de segurança.
A Copa do Mundo de 2026 promete ser uma das maiores da história, com 48 seleções competindo em vários países. No entanto, os acontecimentos mais recentes evidenciam os desafios financeiros e logísticos contínuos enfrentados pelos organizadores.
De Foxborough a Nova Jérsia, e de Guadalajara a outros locais sob análise, fica claro que sediar um torneio global dessa dimensão envolve muito mais do que apenas organizar os jogos.