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Fifa toma decisões sobre o pedido do Irã para a Copa do Mundo e a queixa de Israel

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, disse nesta quinta-feira que o futebol tem um papel fundamental para "promover a paz", enquanto a entidade máxima do esporte anunciou decisões sobre duas controvérsias que afetam a Copa do Mundo.

Após reunião do Conselho da FIFA, Infantino reiterou que não atenderá ao pedido do Irã para transferir dos Estados Unidos para o México os três jogos da seleção na fase de grupos da Copa do Mundo, em junho.

Governo do Irã e dirigentes do futebol dizem que não é possível a seleção nacional ir aos EUA devido aos ataques militares de Israel e dos Estados Unidos ao país desde 28 de fevereiro.

O presidente Donald Trump afirmou na semana passada que não considerava “apropriado” que o Irã disputasse jogos nos Estados Unidos “pela própria vida e segurança”.

A equipe disputará dois jogos no estádio do Los Angeles Rams, em Inglewood, e um em Seattle.

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Trump disse não poder garantir que a seleção de futebol do Irã estaria ‘segura’ nos EUA

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse na terça-feira que seu país não teria problema em receber os jogos do Irã, se a FIFA concordasse.

"Temos um calendário", disse Infantino sobre a tabela da Copa do Mundo anunciada em dezembro, acrescentando: "Queremos que a Copa do Mundo da FIFA siga conforme programado."

A FIFA também decidiu na quinta-feira não tomar nenhuma medida sobre as queixas formais apresentadas em 2024 pela Federação Palestina de Futebol contra sua contraparte israelense, incluindo um pedido de suspensão da filiação.

Dirigentes do futebol palestino afirmam há muito tempo que Israel viola os estatutos da FIFA ao permitir que equipes de assentamentos na Cisjordânia disputem a liga nacional.

"A FIFA não deve tomar nenhuma medida, uma vez que, no contexto da interpretação das disposições relevantes dos Estatutos da FIFA, o status jurídico final da Cisjordânia continua sendo uma questão não resolvida e altamente complexa no âmbito do direito internacional público", afirmou a entidade.

"A FIFA não pode resolver conflitos geopolíticos", disse Infantino, que entregou ao presidente dos EUA, Donald Trump, um prêmio da paz especialmente criado no sorteio da Copa do Mundo, em dezembro.

"Mas estamos comprometidos em usar o poder do futebol e da Copa do Mundo da FIFA para construir pontes e promover a paz, enquanto nossos pensamentos estão com aqueles que sofrem em consequência das guerras em curso", disse ele.

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