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Caos no Old Firm: cenas lamentáveis em Rangers x Celtic com invasão de campo e intervenção da polícia

O caos tomou conta do Ibrox Stadium quando o Rangers foi eliminado da Taça da Escócia pelo Celtic em um tenso confronto das quartas de final. Torcedores dos dois lados invadiram o gramado, forçando a intervenção da polícia para restaurar a ordem. O Celtic venceu por 4 a 2 nos pênaltis após um empate sem gols em 120 minutos, mas a partida acabou marcada por cenas lamentáveis.

A vitória do Celtic nos pênaltis levou os torcedores a invadirem o gramado em comemoração, com os seguranças incapazes de contê-los.

Do extremo oposto, adeptos do Rangers reagiram da mesma forma, com o lançamento de objetos e confrontos menores antes de seguranças e polícia formarem uma barreira.

"A Federação Escocesa de Futebol condena o comportamento de adeptos que invadiram o campo após o jogo dos quartos de final da Scottish Gas Scottish Cup, realizado hoje no Ibrox Stadium", afirmou o comunicado.

"Uma investigação será conduzida de imediato, em conformidade com o Protocolo do Painel Judicial."

Ambas as equipes viveram momentos de drama ao longo dos 120 minutos. O Rangers dominou grande parte da partida, mas o Celtic resistiu, com um cabeceio de Daizen Maeda e uma finalização de Emmanuel Fernandez na prorrogação anulados por impedimento e toque de mão, respectivamente.

Rangers x Celtic: pênaltis e caos entre torcedores

James Tavernier e Djeidi Gassama desperdiçaram as suas cobranças pelo Rangers na disputa de pênaltis, enquanto Tomas Cvancara converteu o chute decisivo pelo Celtic, desencadeando uma invasão de campo por parte dos torcedores, com objetos arremessados e clima de tensão elevada.

Os 7.500 torcedores do Celtic que viajaram testemunharam uma partida em que a equipe não conseguiu acertar um único chute no alvo no tempo normal e na prorrogação, avançando graças à solidez defensiva e à execução perfeita nas cobranças de pênaltis.

O Rangers criou várias chances, mas não conseguiu concretizar. Mikey Moore e Nicolas Raskin viram suas tentativas serem travadas.

Depois, Youssef Chermiti e Fernández tiveram as suas tentativas bloqueadas ou anuladas, deixando a equipa da casa frustrada apesar de longos períodos de pressão.

O treinador do Celtic, Martin O'Neill, enfrentou dificuldades na escalação com as lesões de Callum McGregor e Kieran Tierney, recorrendo a Liam Scales na lateral esquerda.

Benjamin Arthur fez apenas a sua segunda partida como titular, e Luke McCowan foi obrigado a assumir funções no meio-campo, mantendo o Rangers sob pressão.

A partida foi tensa, intensa e dramática, embora nem sempre de alto nível, e expôs as lacunas no jogo de ambas as equipes, sobretudo quando o Rangers não conseguiu aproveitar oportunidades que poderiam ter decidido o confronto.

O ambiente em Ibrox após o apito final refletiu a paixão e a intensidade volátil do clássico Old Firm, com os adeptos profundamente envolvidos emocionalmente no resultado.

As preocupações com a segurança aumentaram quando stewards e a polícia tiveram dificuldades para conter os adeptos de ambas as equipas, evidenciando o desafio contínuo de gerir o comportamento das multidões no futebol escocês.

Duplo golpe para o Rangers

Com a Taça da Escócia a avançar sem o Rangers, o contexto da Premiership aumenta a pressão, com o Hearts a liderar a liga por seis pontos.

Para o Rangers, os títulos continuam fora de alcance, e esta derrota nas quartas de final evidencia as margens mínimas entre a oportunidade e a decepção nesta temporada.

As consequências da invasão de campo devem dominar as manchetes, com investigações e possíveis sanções à vista.

Enquanto o Celtic comemora, adeptos e dirigentes do Rangers ficam a refletir sobre as oportunidades desperdiçadas e o caos que marcou o desfecho de um intenso dérbi Old Firm.

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