Everton afunda o Chelsea em crise e aumenta a pressão sobre Liam Rosenior
Dez dias desastrosos para o Chelsea terminaram em uma dura derrota por 3 a 0, enquanto o Everton venceu dois jogos seguidos em casa na Premier League pela primeira vez nesta temporada.
Em pouco mais de uma semana, a equipe de Liam Rosenior foi eliminada da Liga dos Campeões pelo Paris Saint-Germain com derrota por 8 a 2 no agregado, perdeu em casa para o Newcastle e depois foi superada em intensidade e desempenho pelos Toffees, um time que havia vencido apenas cinco dos 15 jogos anteriores da liga em casa.
Rosenior venceu 10 dos 19 jogos desde que substituiu Enzo Maresca; três deles na FA Cup contra Wrexham, Hull e Charlton, além de outro em casa diante do modesto Pafos, do Chipre.
Com o empate do Manchester United e a derrota do Liverpool, o Chelsea tinha a chance de assumir o quarto lugar, a quatro pontos dos Red Devils, mas desperdiçou tudo de forma espetacular.
A vitória do Everton, porém, deixa a equipe a apenas três pontos do rival Liverpool, antes do dérbi de Merseyside em casa no próximo mês.
Beto tornou-se o primeiro jogador do Everton a marcar mais de uma vez em um jogo nesta temporada, antes de Iliman Ndiaye acertar uma finalização colocada no ângulo para coroar a melhor atuação dos Toffees em sua nova casa, o Hill Dickinson Stadium, e levar os torcedores visitantes a deixar o estádio com 15 minutos restantes.
O Chelsea ainda parecia abalado pela dura derrota para o PSG no meio da semana e foi dominado por Beto, que atuou como um verdadeiro camisa 9, algo que nem sempre conseguiu fazer com sucesso com a camisa azul.
O meio-campista James Garner celebrou sua primeira convocação para a seleção da Inglaterra com uma assistência precisa para o importante gol de abertura e teve uma atuação serena e dominante no meio-campo ao lado do ex-meio-campista do Chelsea Kiernan Dewsbury-Hall.
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Em contraste, os visitantes mostraram pouca objetividade no ataque: João Pedro teve dificuldades diante da solidez defensiva de James Tarkowski e Michael Keane, Cole Palmer pouco participou pela direita, e a dupla de zaga formada por Wesley Fofana e Jorrel Hato pareceu perdida.
A dupla vacilou pouco depois da meia hora, quando Garner encontrou um passe em profundidade perfeito entre os dois, deixando-os correndo para trás atrás de Beto, mas o atacante manteve a calma e tocou por cobertura na saída de Sanchez.
Foi o 10º jogo consecutivo de Chelsea no campeonato sofrendo gol.
O goleiro visitante teve mais uma noite para esquecer e quase deu a vantagem ao Everton aos 10 minutos, após dominar mal a bola e quase ser desarmado por Beto.
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Em contraste, o goleiro do outro lado fez o que Jordan Pickford faz de melhor: reagiu brilhantemente para espalmar por cima o voleio de Enzo Fernández, depois de inicialmente falhar em um escanteio fechado.
Alejandro Garnacho substituiu Malo Gusto no segundo tempo, com Moises Caicedo deslocado para a lateral direita, mas a equipe da casa seguiu dominante.
Beto esteve a centímetros de empurrar para o gol o desvio de Tarkowski após escanteio, enquanto Sánchez, recuando, quase levou para a própria rede uma cobrança de falta fechada de Garner.
Pouco exigido, Pickford desviou para escanteio a finalização de Fernández, e esse foi o momento decisivo: um minuto depois, Fernández e Marc Cucurella se atrapalharam de forma bizarra, deixando Idrissa Gueye, longe de ser o mais veloz aos 36 anos, com muito espaço livre às costas da defesa.
Ele serviu Beto, que finalizou entre as pernas de Sanchez, com o goleiro sem conseguir evitar que a bola cruzasse a linha.
O atacante dos Toffees virou garçom em seguida, desviando o tiro de meta de Pickford para Ndiaye bater firme da entrada da área.