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Everton 0-1 Man United: o super reserva Benjamin Sesko volta a marcar e o time de Michael Carrick conquista vitória suada para entrar no top 4

A ressurreição do Manchester United sob o comando de Michael Carrick continuou numa noite de segunda-feira fria e chuvosa às margens do Mersey, quando o clube encontrou uma forma de conquistar território inimigo.

A vitória suada e aguerrida do United por 1 a 0 foi o quinto triunfo em seis jogos desde que Carrick assumiu o comando do clube, levando a equipe a ultrapassar o Chelsea e subir para a quarta posição da Premier League. Agora, o United está a apenas três pontos do Aston Villa, terceiro colocado.

Foi a primeira visita do United ao magnífico novo Hill Dickinson Stadium, do Everton, e a equipe não demorou a acabar com o jejum no local. Durante muito tempo, a partida parecia caminhar para o empate, mas o United desfez essa sensação com um brilhante gol de contra-ataque no segundo tempo.

O gol foi marcado pelo suplente Benjamin Sesko a 20 minutos do fim. O atacante esloveno soma agora seis gols nos últimos sete jogos e, após um início difícil, o trabalho árduo pelo qual é conhecido em Old Trafford começa a dar frutos.

O Everton ainda procura fazer de Goodison Park a sua casa. Esta foi a quarta derrota em seis jogos como mandante sem vencer e, apesar de toda a entrega e esforço, a equipa carece claramente de poder de decisão. Quando isso aparecer, o estádio voltará a ser uma fortaleza.

Foi, naturalmente, a primeira visita do United ao espetacular novo estádio do Everton, no estuário do Mersey, e, se conseguiram apreciar o cenário, também puderam sentir-se encorajados pelo facto de o Everton não vencer ali desde o início de dezembro.

Benjamin Sesko voltou a provar ser o super-sub do Manchester United ao marcar o golo da vitória frente ao Everton

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Sesko colocou o Manchester United em vantagem com confiança, marcando seu terceiro gol nos últimos quatro jogos

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A equipe de Michael Carrick entrou no top 4 da Premier League com a vitória por 1 a 0

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O Everton vinha de três derrotas e dois empates nos últimos cinco jogos em casa, mas o ambiente no estádio no apito inicial era tão carregado e apaixonado que chegava a arrepiar.

Os jogadores da casa também estavam cheios de energia. Logo após o pontapé inicial, a bola recuou para o guarda-redes do United, Senne Lammens, e Thierno Barry pressionou-o de imediato, bloqueando o seu pontapé e perseguindo a bola até esta sair lentamente pela linha de fundo, perto da bandeirola de canto.

O United quebrou o ambiente logo nos primeiros cinco minutos. Bryan Mbeumo cruzou da esquerda, Matheus Cunha finalizou mal, mas a bola sobrou para Amad. O atacante chutou em direção ao gol e Jordan Pickford apenas conseguiu amortecer, sem evitar. James Tarkowski caiu ao tentar recuperar, mas conseguiu afastar a bola em cima da linha, mesmo no chão.

Após um início frenético, o ritmo da partida diminuiu. Bruno Fernandes protagonizou um belo giro que deixou um defensor do Everton no chão, e Michael Keane lançou um passe transversal magistral de 50 jardas para Iliman Ndiaye, que desperdiçou a oportunidade. No geral, porém, as duas equipes se anularam.

O tempo foi perdendo intensidade, travado pelo desgaste. Lammens fez uma boa defesa em uma falta bem batida por James Garner, Mbeumo finalizou para fora quando poderia ter feito melhor, e Fernandes reclamou longa e veementemente com o árbitro por uma falta que ninguém mais pareceu ver.

O segundo tempo começou em ritmo intenso. O Everton criou a melhor chance da partida logo em seu primeiro ataque. Ndiaye cruzou rasteiro para Kiernan Dewsbury-Hall na entrada da área do United, que deu sequência para Harrison Armstrong, mas o chute colocado de Armstrong saiu muito em cima de Lammens, que defendeu sem dificuldade.

Dois minutos depois, o United também esteve perto do golo. Kobbie Mainoo recuperou a bola pela direita e fez um passe em arco por trás da defesa do Everton. Tarkowski tentou afastar, mas a bola subiu e caiu para Mbeumo, que avançou. Frente a frente apenas com Pickford, e de ângulo apertado, o avançado acertou um voleio que saiu muito por cima da trave.

Mbeumo voltou a estar no centro das atenções pouco depois, ao pressionar Tarkowski quando este tentava proteger a bola e recuá-la para Pickford. O defesa viu-o aproximar-se e aplicou um choque de ombro preventivo no peito. Mbeumo caiu com violência e o United pediu punição para Tarkowski, mas o árbitro mandou seguir.

Matheus Cunha recebeu os aplausos dos companheiros após seu passe ajudar a criar o gol

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O Manchester United resistiu a uma sucessão de escanteios do Everton para manter a vantagem mínima

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Houve momentos por todo o lado que resumiram uma noite implacavelmente frustrante. Benjamin Sesko, que entrou no lugar de Amad, lançou Cunha num contra-ataque. Cunha avançou para o meio-campo do Everton com velocidade fulminante, mas no instante em que teve de decidir entre rematar ou assistir Sesko, escorregou e acabou estendido no relvado.

Na jogada seguinte em contra-ataque, o United foi letal. Um lance soberbo, perfeito e fulminante. Cunha lançou uma bola longa desde a defesa para Mbeumo, que superou Keane em velocidade.

Mbeumo puxou para dentro e viu Sesko disparar pelo meio. Deu um passe na medida certa, permitindo que Sesko não precisasse sequer quebrar o ritmo. A finalização foi de primeira, limpa, e a bola passou por Pickford a tal velocidade que o guarda-redes mal conseguiu reagir.

Os adeptos do United celebraram no canto junto à baliza. Do outro lado, os torcedores do Everton ficaram cada vez mais irritados com o que consideraram uma falta de decisões favoráveis por parte do árbitro. Pickford recebeu cartão amarelo por protestar de forma excessivamente veemente contra uma interrupção que, na sua opinião, nem deveria ter existido.

O Everton pressionou em busca do empate. A South Stand do estádio, uma estrutura imponente que se eleva sobre o estuário do Mersey ao fundo, empurrou a equipa com o apoio da torcida. Os anfitriões conquistaram alguns escanteios, mas a defesa do United manteve-se firme.

A oito minutos do fim, Lammens fez uma defesa espetacular com uma só mão em um chute potente de Keane.

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