Crescem as dúvidas sobre James Rodríguez na Colômbia: "Ele está longe da condição física ideal"
Ao longo da última década, a relação entre o jornalismo de opinião e James Rodríguez tem sido uma montanha-russa de elogios e críticas ferozes. No entanto, após a recente derrota da seleção colombiana para a Croácia (2 a 1) em amistoso preparatório para a Copa do Mundo de 2026, o alerta não soou apenas na comissão técnica de Néstor Lorenzo, mas também motivou um novo e ácido pronunciamento de uma das vozes mais influentes e controversas do país: Iván Mejía Álvarez.
Diagnóstico de Mejia: "Longe da condição ideal"
Fiel ao seu estilo direto e sem filtros, o experiente analista esportivo usou as redes sociais e seus canais de opinião para analisar o que considerou uma atuação preocupante do camisa 10 colombiano. Para Mejía, o problema de James não é talento — algo que ninguém discute —, mas sim uma realidade física e competitiva que parece cobrar seu preço no momento mais inoportuno.
"James está longe de ter a condição física ideal para disputar a Copa do Mundo. E o tempo está se esgotando...", escreveu Mejia em sua conta oficial no X (antigo Twitter). O jornalista destacou que o meio-campista apresentou uma preocupante falta de ritmo, baixa intensidade e incapacidade de sustentar o nível exigido pelo futebol internacional de elite atualmente.
A sombra de Juan Fernando Quintero
Um dos pontos mais contundentes da crítica de Mejía foi a comparação direta com outro integrante da geração de ouro: Juan Fernando Quintero. Para o jornalista, a diferença de ritmo entre os dois meias de criação é hoje abismal, o que indica que a meritocracia na seleção deve prevalecer sobre a hierarquia dos nomes.
Mejia afirma que, enquanto James tenta recuperar uma base física sólida após meses de irregularidade no clube e problemas físicos constantes, outros jogadores chegam em melhor ritmo de jogo. A análise coloca em dúvida a condição de titular absoluto de Rodríguez, que segue como capitão e referência emocional do grupo, mas pode se tornar um "fardo" se não atingir o auge físico nos próximos três meses.
Um amistoso que deixou mais do que dúvidas
A derrota para a Croácia, em Orlando, não foi apenas um tropeço no placar. Ela expôs as fragilidades de uma equipe que depende demais da inspiração de James, que desta vez pareceu lento nas transições e desconectado da velocidade oferecida por pontas como Luis Díaz.
As críticas de Mejía não são isoladas. Elas se somam às de parte da imprensa e dos torcedores, que questionam se o atual jogador do Minnesota United, após sua recente ida para a MLS, conseguirá suportar as exigências de um torneio curto e de altíssima intensidade como a Copa do Mundo, especialmente diante do clima e das viagens na América do Norte.
Um alerta ou uma sentença definitiva?
Para muitos, as palavras de Iván Mejía são um necessário "choque de realidade". Para outros, trata-se de mais um ataque a um jogador que deu tudo pela seleção. No entanto, o ponto central é inegável: James Rodríguez precisa de minutos de qualidade e de uma preparação física específica para ser o armador da Colômbia na Copa do Mundo.
Como Mejia bem diz, o tempo é o pior inimigo. A menos de 90 dias do início da Copa do Mundo, James corre contra o relógio. O próximo amistoso contra a França será o teste decisivo. Resta saber se o camisa 10 conseguirá calar os críticos em campo ou se, ao contrário, o veredicto de Mejia se confirmará como a profecia do fim de uma era.