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De poucos dólares a centenas: como mudou o custo para completar um álbum Panini da Copa do Mundo

Há décadas, o álbum de figurinhas da Copa do Mundo faz parte da experiência do torneio para milhões de torcedores. Muito antes do apito inicial, os colecionadores já têm outra competição em mente: preencher todos os espaços vazios do famoso álbum.

Essa tradição não começou recentemente. O álbum oficial de figurinhas da Copa do Mundo remonta a mais de cinco décadas, quando a empresa italiana Panini firmou parceria com a FIFA para a Copa do Mundo de 1970, no México, dando origem a um dos colecionáveis mais icônicos do esporte.

Na época, o conceito era simples. Os fãs compravam pequenos pacotes de figurinhas, abriam um a um e, aos poucos, completavam o álbum com jogadores, fotos das equipes e símbolos do torneio. Poucos imaginavam até que ponto a dimensão e o custo desse hobby cresceriam com o tempo.

México 1970: quando o primeiro álbum da Copa do Mundo era surpreendentemente acessível

O álbum da Copa do Mundo de 1970, lançado para o torneio realizado no México, tinha 288 figurinhas, uma fração do que as coleções modernas incluem hoje. O álbum custava cerca de 2 pesos mexicanos, o equivalente a aproximadamente US$ 0,16 na época.

Os pacotes de figurinhas também eram extremamente baratos. Um envelope com cinco figurinhas custava entre 20 e 25 centavos, cerca de US$ 0,02 por pacote. Para os torcedores mais jovens, colecioná-las fazia parte do dia a dia, muitas vezes com moedas guardadas da mesada.

Completar o álbum dependia muito da sorte e das trocas com amigos, mas estimativas indicam que um colecionador determinado poderia concluir toda a coleção com um gasto total de cerca de US$ 5 a US$ 10 naquela época.

Brasil 2014: a era moderna do álbum da Panini

Mais de quatro décadas depois, o álbum da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, mostrou o quanto o hobby havia evoluído. A coleção era significativamente maior e a distribuição tornou-se totalmente global, alcançando milhões de colecionadores em diferentes mercados.

Nos Estados Unidos, o álbum de capa mole era frequentemente distribuído gratuitamente em eventos promocionais, embora seu preço de varejo fosse em torno de US$ 2,00. Os pacotes de figurinhas continham cinco unidades e eram vendidos por US$ 1,00 cada.

Com 640 figurinhas na coleção completa, concluir o álbum exigia a compra de pelo menos 128 pacotes em um cenário perfeito, sem repetidas, o que representava um investimento mínimo de cerca de US$ 128.

Naturalmente, as figurinhas repetidas fazem parte da experiência de colecionar. Na prática, muitos fãs acabaram comprando muito mais pacotes até completar todos os espaços, o que elevou significativamente o custo total.

O próximo álbum da Copa do Mundo será o maior de todos

O próximo álbum da Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, deve ser a maior coleção da Panini já produzida.

O álbum terá 980 figurinhas distribuídas em 112 páginas, refletindo a expansão do torneio para 48 seleções nacionais. Cada envelope também contará com sete figurinhas, em vez das tradicionais cinco, uma mudança pensada para ajudar os colecionadores a lidar com a coleção muito maior.

Embora o álbum ainda não tenha sido lançado oficialmente, informações iniciais do varejo indicam preço de US$ 5,99 para a edição padrão, US$ 25 para a versão em capa dura e US$ 2,99 por pacote de adesivos.

Com base nesses preços, mesmo em um cenário perfeito sem figurinhas repetidas, seria necessário comprar cerca de 140 pacotes, o que representa um investimento mínimo de aproximadamente US$ 420 apenas para obter figurinhas suficientes.

Esse número pode aumentar facilmente quando as figurinhas repetidas entram na conta, algo que sempre fez parte da experiência que define a tradição do álbum da Copa do Mundo.

Em outras palavras, o que começou em 1970 como um hobby que custava apenas alguns dólares transformou-se gradualmente em um desafio de coleção muito maior, refletindo tanto o crescimento do torneio quanto a popularidade global do álbum da Panini.

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