Cristiano Ronaldo e as lesões: os poucos jogos importantes que não pôde disputar
Disciplina, resistência e capacidade de finalização são algumas das características que Cristiano Ronaldo demonstrou ao longo de mais de duas décadas de carreira.
Ao contrário de muitas estrelas cujas carreiras foram marcadas por problemas físicos recorrentes, o avançado português conseguiu manter-se em boa forma. No entanto, após a confirmação de uma lesão muscular na coxa sofrida no último jogo do Al Nassr frente ao Al Fayha (3-1), ele pode falhar partidas importantes, algo raro ao longo da sua carreira.
Os jogos que CR7 não pôde disputar
De acordo com o relatório médico oficial divulgado pelo clube, ‘El Bicho’ ficará afastado por tempo indeterminado, podendo desfalcar o Al Nassr e a seleção portuguesa em jogos decisivos.
Com apenas 10 jogos restantes na Saudi Pro League, a estrela portuguesa pode não atuar contra o NEOM SC e o Al-Khaleej, embora tudo dependa da sua recuperação. Paralelamente, antes da dupla data FIFA de março, Cristiano também pode ficar fora do confronto contra o México, em 28 de março, no Estadio Banorte, e diante da seleção dos Estados Unidos, em 31 de março, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta — os únicos jogos pela seleção antes do que deverá ser a sua sexta e última Copa do Mundo.
Esta é uma situação pouco habitual para o jogador de 41 anos, que raramente foi obrigado a falhar jogos por lesão. Um dos episódios mais marcantes aconteceu na final do Euro 2016, entre Portugal e França, quando o avançado deixou o campo em lágrimas aos 25 minutos, devido a uma lesão no joelho após um choque com Dimitri Payet. Portugal acabaria por conquistar o título sem ele em campo.
Devido a essa lesão, ele também não pôde atuar na Supercopa Europeia de 2016 entre Real Madrid e Sevilha, torneio que o clube madrilenho venceu na prorrogação.
Outro momento delicado na carreira do jogador português ocorreu nas semifinais da Liga dos Campeões 2015-16 contra o Manchester City. Uma lesão muscular (micro-ruptura na coxa), sofrida dias antes, o obrigou a ficar fora do jogo de ida, que terminou em 0 a 0, mas ele conseguiu retornar ao Santiago Bernabéu para a partida de volta.
Também merece destaque a final da Copa do Rei de 2013-14 entre Real Madrid e Barcelona, em que o atacante ficou fora por uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda e problemas no tendão patelar. Mesmo sem ele, o Real Madrid venceu por 2 a 1.
O período mais longo em que o internacional português esteve afastado dos relvados foi de 71 dias, entre 7 de julho e 15 de setembro de 2008, durante a sua passagem pelo Manchester United.
Ao longo da carreira, Ronaldo sofreu outras lesões, embora de menor gravidade. Ainda assim, a sua taxa de ausências ronda apenas os 6%. O histórico médico permanece surpreendentemente curto em comparação com outros jogadores da sua geração e, aos 41 anos recém-completados, o seu rendimento continua a impressionar.
Resta agora saber como evolui a lesão muscular na coxa e quais jogos o jogador português irá falhar.