Como a ansiedade pode levar à depressão: o caso de Ronald Araujo
Muitas vezes esquecemos a importância que os atletas dão à saúde mental. No entanto, ela é uma peça-chave no rendimento de qualquer desportista e também na vida diária de qualquer pessoa. Recentemente, chamou atenção o caso de Ronald Araujo, jogador do Barcelona, que optou por parar para se recuperar psicologicamente. Após voltar a atuar, ele deu uma entrevista ao Mundo Deportivo na qual revelou que sofreu de ansiedade, que evoluiu para depressão. Mas quão comum é passar de um problema de saúde mental para outro? A realidade é que é bastante fácil sofrer com ambos ao mesmo tempo ou de forma consecutiva.
Como ocorre essa transição?
A transição da ansiedade para a depressão costuma ocorrer quando a agitação física e emocional crônica, causada por preocupação e estresse constantes, leva a pessoa a um sentimento de desesperança, impotência e perda de interesse, também conhecida como anedonia
Essa evolução, longe de ser estranha, é comum, já que ambos os problemas mentais se alimentam mutuamente. A ansiedade constante esgota a energia, e a depressão aumenta a preocupação. Além disso, a ansiedade prolongada faz com que o organismo permaneça em estado permanente de alerta, favorecendo a exaustão crônica ou a síndrome de burnout.
A pessoa passa a sentir, de forma repentina, uma sensação constante de desesperança, que a leva a acreditar que a situação não vai melhorar, entrando em um ciclo de negatividade. Por isso, surge a vontade de se isolar e evitar o contato com outras pessoas e com atividades de que antes gostava. É por isso que depressão e ansiedade costumam coexistir, como destaca a Top Doctors.
Medidas para evitar este passo
Normalmente, o ideal é procurar ajuda profissional no momento em que começamos a perceber que isso está acontecendo conosco. Na verdade, isso é importante principalmente para que não se torne crônico.
A mudança está na ativação comportamental, que consiste em realizar pequenas ações diárias, mesmo quando faltam vontade e motivação. Também é fundamental praticar o autocuidado, buscando dormir melhor, alimentar-se bem, fazer exercício e manter-se ativo no dia a dia, como destacou o Hospital Vall d'Hebron.
Se as características mencionadas acima corresponderem à forma como um ente querido age ou se sente, é aconselhável incentivá-lo a procurar ajuda ou a contactar um profissional para que a sua situação melhore e não caia num ciclo negativo constante e destrutivo para a sua saúde física e mental