Arbeloa avalia grande mudança tática para o Real Madrid contra o Manchester City, diz relatório
Real Madrid e Manchester City se enfrentam em poucas horas no jogo de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões da UEFA.
Será um grande teste para a capacidade do treinador Álvaro Arbeloa, especialmente com o jogo vindo na sequência de algumas atuações irregulares da equipa.
Agora, de acordo com o OK Diario, Arbeloa poderá estar a planear um ajuste tático para lidar com qualquer surpresa que Pep Guardiola e o Manchester City apresentem.
Uma opção que ganhou força nas últimas horas em Valdebebas é a possibilidade de Arbeloa reforçar o meio-campo com cinco jogadores, alterando a estrutura habitual da equipe. A ideia está sendo analisada com mais atenção à medida que a partida se aproxima.
Caso o treinador de Madrid opte por este esquema, o meio-campo pode ser formado por Aurelien Tchouameni, Federico Valverde, Eduardo Camavinga, Thiago Pitarch e Arda Güler.
Com essa estrutura, Vinícius Júnior atuaria como a única referência ofensiva, sem o apoio habitual de jogadores como Brahim Díaz ou Gonzalo García.
Se Arbeloa optar por escalar cinco meio-campistas contra o Manchester City, o principal objetivo será disputar o controle do meio de campo, já que a equipe de Guardiola costuma dominar a posse de bola e pressionar de forma agressiva no campo adversário.

Cinco meias contra o City? (Foto de Angel Martinez/Getty Images)
Ao posicionar mais jogadores nas zonas centrais, o Real Madrid procuraria criar mais opções de passe, controlar melhor a posse de bola e impedir que o adversário monopolize o jogo.
A superioridade numérica no meio-campo também facilitaria escapar do sistema de pressão do City, já que os jogadores teriam mais opções de apoio próximo na construção das jogadas.
Outra vantagem fundamental deste sistema é o equilíbrio defensivo. Um meio-campo com cinco jogadores consegue fechar os espaços interiores de forma mais eficaz, precisamente as zonas onde o Manchester City costuma criar perigo ao combinar entre as linhas.
Ao encurtar esses espaços, o Real Madrid poderia oferecer maior proteção à sua defesa e quebrar o ritmo ofensivo do City. Isso também melhoraria a capacidade da equipe de recuperar a bola rapidamente e acionar os contra-ataques quando o time inglês avançar.
É aí que o papel de Vinicius se torna crucial. Nesse esquema, ele ficaria em grande parte liberado das responsabilidades defensivas, podendo se concentrar totalmente nas transições ofensivas e nas arrancadas em direção ao gol adversário após a recuperação da posse.
Essa ideia tática já fazia parte do pensamento de Arbeloa e parece ganhar força à medida que o pontapé inicial se aproxima.