A seleção masculina dos EUA passa vergonha contra a poderosa Bélgica em amistoso preparatório para a Copa do Mundo; Taylor Twellman diz que foi "lamentável"
A preparação da seleção masculina dos Estados Unidos para a Copa do Mundo da FIFA de 2026 sofreu um duro revés no sábado, quando a Bélgica dominou o segundo tempo e venceu por 5 a 2 no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.
O que começou como uma atuação promissora dos Estados Unidos rapidamente se transformou em um duro alerta sobre suas fragilidades defensivas, levantando dúvidas sobre a preparação da equipe para o torneio que sediará ao lado de Canadá e México.
Os Estados Unidos começaram de forma promissora, controlando a posse e criando várias chances no início. O esforço foi recompensado aos 39 minutos, quando o meio-campista Weston McKennie completou no segundo poste a cobrança de escanteio de Antonee Robinson, marcando seu 12º gol pela seleção e o primeiro em três anos.
O gol empolgou o público de 66.867 pessoas e, por um momento, indicou que a equipe de Pochettino poderia fazer frente à seleção belga, nona no ranking.
No fim do primeiro tempo, a Bélgica reagiu com Zeno Debast, que marcou de longe para empatar e mudar o rumo da partida. Na segunda etapa, o jogo rapidamente virou um desastre para os americanos: a Bélgica fez três gols em apenas 15 minutos, expondo falhas defensivas que deixaram jogadores e torcedores frustrados.
Amadou Onana colocou a Bélgica em vantagem, antes de Charles De Ketelaere marcar de pênalti após toque de mão do capitão dos Estados Unidos, Tim Ream. Dodi Lukebakio brilhou com um chute colocado no ângulo e voltou a marcar aos 82 minutos, confirmando a superioridade belga. Um gol tardio do reserva Patrick Agyemang serviu apenas de consolo, fechando o placar em 5 a 2.
Problemas defensivos e preocupações para a Copa do Mundo
A pesada derrota evidenciou os desafios enfrentados pela equipe de Pochettino. Os defensores Sergiño Dest, Chris Richards e Miles Robinson ficaram fora por lesão, enquanto o meio-campista Tyler Adams também esteve ausente.
Essas ausências forçaram mudanças, entre elas a utilização de Tim Weah na lateral direita, onde ele sofreu com a velocidade e a habilidade dos atacantes da Bélgica, incluindo o ponta do Manchester City Jérémy Doku. Enquanto isso, o goleiro Matt Turner voltou a atuar pela primeira vez desde junho de 2025, e o lateral-esquerdo Antonee Robinson fez sua primeira partida desde novembro de 2024, ambos em jogos difíceis.
Mesmo sem nomes importantes como Romelu Lukaku, Leandro Trossard, Hans Vanaken e Thibaut Courtois, a eficiência da Bélgica fora de casa foi incontestável. A seleção ampliou sua invencibilidade para 10 partidas e chegou a seis vitórias consecutivas sobre os Estados Unidos desde 1930.
Para os Estados Unidos, o resultado encerrou uma sequência de cinco jogos de invencibilidade sob o comando de Pochettino e provocou duras críticas, com o ex-jogador Taylor Twellman classificando a defesa como "muito ruim" e "lamentável" no X.
Na sequência, a seleção masculina dos Estados Unidos enfrentará outra potência europeia, Portugal, em Atlanta, na terça-feira. A partida será a última oportunidade para Pochettino avaliar seus jogadores antes de anunciar a convocação para a Copa do Mundo no fim de maio.
Os Estados Unidos estreiam no torneio de 2026 contra o Paraguai em 12 de junho, em Inglewood, Califórnia, e precisarão corrigir rapidamente suas fragilidades defensivas se quiserem ter impacto real jogando em casa.